Trump assina decretos para bloquear o “turismo de parto” nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (6) duas novas ordens executivas para restringir a concessão automática de cidadania a determinados grupos de crianças nascidas no país e ampliar o combate ao chamado “turismo de nascimento”, prática em que estrangeiras viajam aos EUA com o objetivo principal de ter seu filho em solo americano e garantir cidadania americana para a criança.

Segundo a Casa Branca, uma das medidas amplia as situações em que o governo americano considera que uma criança nascida em território americano não teria direito automático à cidadania. A segunda determina que o Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna adotem novas regras e orientações contra empresas, intermediários e esquemas comerciais ligados ao turismo de nascimento.

As ordens representam uma nova tentativa de Trump de limitar o alcance da cidadania por nascimento, uma das principais bandeiras de sua política migratória. Em junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um decreto mais amplo assinado pelo presidente no início de seu segundo mandato, que buscava negar cidadania a filhos de estrangeiros sem residência permanente no país.

Desta vez, o governo pretende concentrar as restrições em quatro categorias específicas. Segundo o portal Axios, as medidas atingiriam filhos de determinados funcionários de governos estrangeiros, filhos de pessoas classificadas como inimigos estrangeiros, crianças nascidas em território americano de pais estrangeiros, caso o Congresso altere a legislação atual, e filhos de mulheres que tenham entrado no país de maneira enganosa com o objetivo exclusivo de dar à luz.