EUA viram acionistas de empresas: entenda a influência

Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025, o governo dos EUA investiu US$ 26,7 bilhões para se tornar acionista de empresas estratégicas. A medida foca em segurança nacional e no controle de tecnologias como chips e minerais raros, impactando diretamente o mercado no Brasil.

Quais empresas entraram na mira do governo americano?

O governo já adquiriu participações em gigantes como a Intel (9,9%) e a USA Rare Earth (10%). Recentemente, surgiram negociações para a OpenAI, criadora do ChatGPT, ceder 5% de suas ações ao Estado. Além de tecnologia, o governo utiliza a ‘golden share’ na U.S. Steel, um tipo de ação que garante poder de decisão ao presidente em temas de interesse nacional.

Como essa estratégia afeta o Brasil?

O impacto chega ao Brasil por meio da mineração. A USA Rare Earth, que tem o governo americano como sócio, comprou por US$ 2,8 bilhões a mineradora Serra Verde, em Goiás. Esta é a única produtora em grande escala de terras raras no Brasil, minerais essenciais para fabricar desde celulares até motores de carros elétricos e equipamentos militares.

O que são terras raras e por que elas são tão importantes?

Apesar do nome, elas não são necessariamente difíceis de encontrar, mas são muito complexas de extrair e separar. Elas são a base da tecnologia moderna. Como a China controla 90% desse mercado mundial, os EUA decidiram investir diretamente em mineradoras fora da Ásia para garantir que suas indústrias de defesa e inteligência artificial não fiquem sem suprimentos caso ocorra um bloqueio comercial.