Prof. Dr. Evanivaldo Castro Silva Junior
Professor da Fatec Jales (Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, e doutor em Engenharia Elétrica (USP/EESC)

Evanivaldo Castro Silva Junior

Professor da Fatec Jales (Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, e doutor em Engenharia Elétrica (USP/EESC)

O Mundo VUCA de 2025: uma Nova Ordem Mundial

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Apesar de ainda estarmos em setembro de 2025, sem dúvidas este ano tem produzido fortes emoções em termos globais. A escalada exponencial do desenvolvimento e uso da IA (Inteligência Artificial), as várias guerras em andamento, a “esquecida” crise climática e, principalmente, as mudanças na geopolítica mundial, têm intensificado o fenômeno VUCA, um acrónimo de Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade (do inglês Volatility, Uncertainty, Complexity, Ambiguity).

Este termo foi cunhado pelo exército Norte-americano durante a década de 1990 para descrever o mundo no cenário pós-Guerra Fria, sendo posteriormente absorvido por empresas, organizações, governos e instituições para caracterizar cenários cada vez mais desafiadores, instáveis e complexos.

Não por coincidência, mas 80 anos após o término da II Guerra Mundial, o mundo nunca esteve tão VUCA como atualmente, principalmente no que se refere a geopolítica.

Nesta semana, um evento de grande repercussão na mídia mundial foi um encontro de 20 nações Asiáticas, dentre elas, Índia, Rússia, China, (anfitriã do evento), e a polêmica Corea do Norte. Esse encontro reascendeu a possibilidade de surgimento de uma “nova ordem mundial”.

Nesse cenário hipotético, a China, segunda potência econômica do planeta, se projeto como líder desse novo arranjo. Obviamente, essa ambição não agradou a todos, principalmente aos Estados Unidos e seus aliados, que lutam para manter a hegemonia global.

É importante notar que, na contramão do que se espera de nações aliadas, alguns desses países têm sido constantemente desafiados e em muitos casos, intimidados pela política norte-americana de taxação de produtos importados. Segundo alguns especialistas (inclusive do próprio governo estadunidense) essa atitude tem aspectos de ilegalidade, ou mesmo segundo o senso comum, de insensatez.

A despeito de demonstrações de força militar, a China tem buscado um caminho oposto, convidando diversos países para a mesa de negociações para ampliar parcerias comerciais, tecnológicas e estratégicas.

Contudo, como o próprio conceito VUCA descreve, muitos outros detalhes tornam essa análise altamente complexa. A eventual abolição do dólar como moeda global, questões políticas e até bélicas se somam às tentativas, até o momento frustradas, de manter o status quo do mundo pós-guerra.

Ainda estamos em setembro, mas outros detalhes dessa “colcha de retalhos” ainda serão costurados. Ao que parece, a tendência é que ela se pinte de vermelho.

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