Higor Jorge
Delegado de Polícia, professor, palestrante e autor de livros

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Polícia Civil deflagra operação contra jogos de azar em Santa Fé do Sul (SP) e desmonta rede ilegal de apostas

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Santa Fé do Sul (SP) – Com a finalidade de enfrentar as infrações penais que afetam a ordem pública e o equilíbrio social, a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia Seccional de Polícia de Jales e da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santa Fé do Sul, deflagrou nesta data uma atuação em campo para combater a prática ilegal de jogos de azar no município.

A ação policial fruto de investigação e trabalho de inteligência previamente articulado entre os policiais civis, visou reprimir a exploração clandestina de jogos de aposta, tipificada como contravenção penal no art. 50 do Decreto-Lei nº 3.688/41.

Durante a fiscalização e inspeção em dezenas de pontos comerciais de Santa Fé do Sul, os policiais identificaram quatro estabelecimentos, sendo três bares e uma loja de celulares, movimentando valores financeiros de origem ilícita e criando riscos para a integridade econômica de frequentadores.

Na operação, foram apreendidos diversos materiais que evidenciam a prática dos ilícitos investigados, dentre eles cinco máquinas destinadas a prática do chamado “jogo do bicho”, duas máquinas caça-níqueis com interface eletrônica, uma máquina de bingo virtual e uma televisão utilizada para a veiculação de jogos ilegais, além de papéis relacionados aos jogos d azar e outros instrumentos diretamente relacionados à exploração de jogos de azar, caracterizando de forma clara a contravenção penal prevista no art. 50 do Decreto-Lei nº 3.688/41. Todo o material foi recolhido, apreendido na Central de Polícia Judiciária de Santa Fé do Sul e será submetido a exame pericial específico, a fim de comprovar o funcionamento, a conexão entre os pontos investigados e o fluxo financeiro da atividade ilícita.

A operação foi coordenada pelos Delegados de Polícia Mauro Luís Truzzi Otero (Delegado Seccional de Jales), Marcelo Sales França, Higor Vinicius Nogueira Jorge e Matheus Arnaldo Pereira da Silva, sendo os três delegados da Central de Polícia Judiciária da Polícia Civil de Santa Fé do Sul.

O Delegado Seccional de Polícia de Jales, Mauro Luís Truzzi Otero, ressaltou que o combate à exploração de jogos ilegais é parte de uma estratégia mais ampla de repressão à criminalidade organizada. “A repressão aos jogos de azar não se limita ao enfrentamento de uma simples contravenção penal. Na realidade, as pessoas que oferecem esse tipo de atividade ilícita aos estabelecimentos comerciais — muitas vezes sob o pretexto de parcerias comerciais — é que atuam como verdadeiras fachadas para práticas criminosas mais complexas, como a lavagem de dinheiro, o financiamento do tráfico de drogas, a corrupção de menores e até a exploração de pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou o delegado.

Em conversa com os delegados de polícia da Central de Polícia Judiciária de Santa Fé do Sul, foi enfatizado que a exploração de apostas ilegais vai muito além de uma simples infração administrativa ou contravenção penal. Segundo delegados, trata-se de uma atividade ilícita com efeitos colaterais profundos e silenciosos sobre a sociedade. A promessa de ganhos fáceis atrai apostadores que, muitas vezes, mergulham em ciclos de endividamento e comprometem a renda familiar. Esse desequilíbrio financeiro alertam os policiais, costuma desencadear crises emocionais, desgaste nas relações pessoais e até episódios de violência doméstica. Famílias inteiras — especialmente mulheres, crianças e idosos — acabam sendo impactadas pelas consequências do vício em apostas ilegais. De acordo com os delegados, quem lucra com esse tipo de exploração costuma ignorar o rastro de destruição que deixa para trás. Por isso, defendem que o combate aos jogos clandestinos deve ser encarado não apenas como ação repressiva, mas como medida necessária de proteção social e prevenção de conflitos dentro dos lares.

Os investigados responderão, inicialmente, por contravenção penal de exploração de jogos de azar, conforme o art. 50 da LCP, cuja pena pode chegar a até 1 ano de prisão simples ou multa, mas poderão ser responsabilizados também por crimes acessórios ou conexos, a depender do aprofundamento da investigação.

A análise de aparelhos apreendidos e papéis será realizada pelos peritos criminais e materializada em laudos específicos de cada local onde os fatos foram praticados e poderá levar a novas fases da operação.

A população pode colaborar com o trabalho da Polícia Civil denunciando anonimamente por meio do Disque-Denúncia (181), ferramenta fundamental muito relevante para o enfrentamento do crime.

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