Papa Leão XIV destaca leigos na doutrina social e prega humanismo cristão

O Papa Leão XIV realizou uma audiência no Vaticano, nesta sexta-feira (18), com membros do Centro Internacional de Estudos Leão XIV. Durante o encontro, o pontífice destacou a importância fundamental de homens e mulheres leigos, além de religiosos, na construção da doutrina social da Igreja. Ele defendeu que a fé deve se traduzir em ações concretas para o bem comum e o serviço à sociedade.

O que é o Centro Internacional de Estudos Leão XIV e qual sua missão?

Fundado em outubro de 2025 pela Ordem de Santo Agostinho, este centro é uma instituição voltada à pesquisa, educação e cultura. Sediado na cidade de Florença, na Itália, o órgão se dedica a estudar a vida e os ensinamentos do Papa Leão XIV. A missão do grupo é promover o pensamento crítico e a reflexão sobre como aplicar a doutrina social católica aos desafios do mundo atual. O papa incentivou que o centro atue na formação de cidadãos para a vida pública, incentivando o engajamento político visto como um serviço de solidariedade, justiça e paz social.

Como o pontífice enxerga o papel da Igreja na sociedade contemporânea?

Para o Papa Leão XIV, vivemos uma ‘mudança de época’ que exige uma conexão constante entre os especialistas, os fiéis e a liderança da Igreja (o magistério). Ele defende que a instituição não deve se fechar, mas sim ‘caminhar junto’, mantendo as portas abertas para o diálogo inclusive com quem pensa ou age de forma diferente. O objetivo final é a construção de uma ‘civilização do amor’. Ele reforça que a paz e o equilíbrio social não nascem de conflitos, mas da participação ativa de todos os setores culturais de uma sociedade que se mantém aberta e acolhedora.

Qual a relevância do pensamento de Santo Agostinho para os dias atuais?

O papa destacou que a tradição agostiniana oferece ferramentas valiosas para entender o amor como um princípio de renovação da vida pessoal e política. Ele citou que o amor une as pessoas para construir algo novo e as liberta. Em sua visão, o presente não deve ser aceito como um destino imutável ou predeterminado, mas como uma chance de conversão e mudança. Ele encorajou os estudiosos a serem ‘especialistas na novidade de Deus’, que opera de forma silenciosa para livrar o mundo de seus becos sem saída, abrindo caminhos de esperança contra a resignação.