O termo “bolha” é popularmente utilizado no mercado financeiro para representar um momento de crise, na maioria das vezes em escala mundial, capaz de levar a falência grandes empresas/conglomerados, investidores, bancos e até as principais economias mundiais.
Esse fenômeno geralmente traz o caos às economias globais provocando crises de grande abrangência nos mercados financeiros com potencial de alterar a realidade contemporânea das nações.
Em um dos exemplos mais recentes, a bolha imobiliária que surgiu nos Estados Unidos da América em 2008, onde o mercado imobiliário norte-americano obteve um crescimento muito superior às expectativas reais de mercado devido ao oferecimento desregrado de crédito a compradores sem lastro financeiro para arcar com as hipotecas imobiliárias levando a um calote em massa, que por sua vez impulsionou a venda rápida das ações com queda brusca dos valores, gerando como consequência final, a quebra de empresas da construção civil e bancos e seus ativos nas bolsas de valores Americanas.
A crise se espalhou pelo mundo e o final todo mundo se lembra: recessão.
Atualmente a possibilidade de uma bolha envolvendo a IA se baseia em alguns fatos que apontam para um horizonte de incertezas.
Primeiramente, há uma preponderância de 7 grandes empresas que têm dominado o mercado ocidental de IA (Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla) o que acaba gerando uma certa insegurança para os investidores, já que em um oligopólio, uma empresa caindo pode arrastar as outras consigo.
Além disso, os investimentos necessários em infraestrutura para o crescimento do setor como: Data Center (grandes empresas de armazenamento de dados em nuvem); transmissão de dados (redes de servidores dedicados); velocidade de transmissão (internet de alta performance); energia (setores de produção de energia elétrica); ainda representam grandes desafios e investimentos que ainda precisam ser superados.
Um outro fator de insegurança é que foram criadas grandes expectativas de investimentos em IA por parte de empresas que consomem tecnologia, porém não tem sido bem essa a reação do mercado. Muitas propostas de inovação disruptiva têm surgido, mas a real absorção de IA como diferencial ainda são apostas futuras.
Por fim, e não menos importante, a concorrência de empresas Chinesas que têm apresentado resultados tão satisfatórios quanto as 7 empresas citadas, porém com custos bem menores, sela o cenário mundial conturbado de 2025.
É bom destacar que vários analistas mundiais colocam contrapontos nessa análise, diferenciando tecnicamente a realidade atual através de avaliações econômicas, o que sem dúvidas traz uma confiabilidade maior quando comparado às análises citadas anteriormente.
O jogo está tecnicamente empatado entre quem aposta na bolha e os mais otimistas que a descartam. Questionei três IA’s entre as mais populares e curiosamente as três apontaram uma chance entre 40% e 60% da bolha vir a existir.
Como diziam as nossas avós, “é melhor colocar as barbas de molho” pois “onde há fumaça, há fogo”, não é?



