Venezuela liberta presos políticos após negociações apoiadas pelos EUA

O governo interino da Venezuela libertou dezenas de pessoas detidas por motivos políticos após a conclusão de uma nova rodada de negociações com setores da oposição, processo que conta com apoio dos Estados Unidos.

A organização Justicia, Encuentro y Perdón informou que 39 presos políticos deixaram diferentes centros de detenção entre sexta-feira (25) e sábado (26). Entre os libertados estão oito mulheres que haviam sido acusadas de “narcoterrorismo” em 2021 e seis pessoas investigadas por suposta participação em uma tentativa, ocorrida em 2020, de derrubar Nicolás Maduro com apoio externo.

Outras entidades, porém, apresentaram números menores enquanto realizavam a verificação individual dos casos. O Foro Penal informou inicialmente ter confirmado pouco mais de 20 libertações, enquanto outras organizações contabilizavam cerca de 30. Parte das pessoas soltas sequer aparecia anteriormente nos registros das entidades como presos políticos, o que explica a diferença entre os balanços.

Entre os nomes confirmados estão o ex-coronel Miguel Castillo Cedeño, detido desde 2019, Frank Cabañas, preso desde 2017, e o comissário José Gregorio Valladares. Os três foram acusados durante o governo de Maduro de envolvimento em planos de desestabilização política.