Veja como visitar os 25 patrimônios nacionais da Unesco – 13/05/2026 – Turismo

O Brasil tem 25 lugares reconhecidos como patrimônio da humanidade pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Divididos entre patrimônios naturais, culturais e mistos, eles guardam belezas naturais única, grande biodiversidade e são fundamentais para preservação das riquezas do país. Veja a seguir como conhecê-los.

Cidade Histórica de Ouro Preto

Fundada no fim do século 17, Ouro Preto (a 100km de Belo Horizonte), foi o principal centro da corrida do ouro e da riqueza brasileira ao longo do século 18. Com o declínio das jazidas, hoje a cidade carrega grande potência cultural, com igrejas barrocas e outras construções centenárias preservadas. Ideal para ser percorrido a pé, o roteiro pela cidade inclue a praça Tiradentes, a Igreja de São Francisco de Assis (obra-prima de Aleijadinho), o Museu da Inconfidência (gratuito), e antigas minas como a Du Veloso (R$70) e a do Chico Rei (R$70).

Centro Histórico da Cidade de Olinda

Vizinho a Recife, também conhecida como Cidade Alta, o Centro Histórico de Olinda reúne ladeiras, casario colorido, ateliês e igrejas como a do Carmo, o Convento de São Francisco (R$10) e a Catedral da Sé. Berço do frevo e do famoso Carnaval de Olinda, o lugar abriga a Casa dos Bonecos Gigantes de Olinda (R$35). No sobe e desce pelas ruas de ladrilhos, destaques para o Alto da Sé, onde fica o Mirante da Caixa d’água da Sé (R$5), o Mosteiro de São Bento, o Museu de Arte Sacra (R$5) e para os artesanatos do Mercado da Ribeira.

Missões Jesuíticas dos Guarani: San Ignacio Mini, Santa Ana, Nuestra Señora de Loreto, Santa Maria Mayor (Argentina) e Ruínas de São Miguel das Missões (Brasil)

Bem cultural transnacional entre o Brasil e a Argentina, as Missões Jesuíticas Guaranis são formadas por cinco sítios arqueológicos remanescentes de antigos povoados estabelecidos em áreas originalmente ocupadas por povos indígenas. A visitação pode ser em roteiros no sul do Brasil e nordeste da Argentina. No lado brasileiro, estão as Ruínas de São Miguel das Missões (R$ 10-20). A visita pode ser feita de forma independente ou com agências locais que organizam roteiros entre os principais sítios.

Centro Histórico de Salvador da Bahia

No coração da primeira capital brasileira, fica o maior conjunto arquitetônico colonial da América Latina, com igrejas, conventos, casarões transformados em espaços culturais e ruas de pedra. O Pelourinho é o maior símbolo do local, que tem acesso livre, com atrações gratuitas e outras pagas. Vale conhecer o recentemente reinaugurado Elevador Lacerda (R$1), o Palacete Tira Chapéu, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (gratuito às quartas e domingos), o Museu da Misericórdia (R$15-30) e a Casa do Carnaval da Bahia (R$20).

Santuário do Bom Jesus de Congonhas (MG)

Considerado uma das obras do barroco mundial, o Santuário do Bom Jesus de Matozinhos foi inscrito no Livro do Tombo de Belas Artes, pelo Iphan, em 1939. Engloba um dos mais completos grupos de imagens de arte sacra e religiosidade do Brasil. Composto por sete capelas —entre elas, a conhecida capela dos Passos, com estátuas de madeira de Aleijadinho e, no adro, os famosos 12 profetas em pedra-sabão. Pode ser visitado em um bate-volta de Belo Horizonte ou combinando com cidades, como Ouro Preto.

Parque Nacional do Iguaçu

Abriga as Cataratas do Iguaçu, um dos maiores conjuntos de quedas d’água do mundo, na fronteira entre Brasil e Argentina. O parque preserva grande área de Mata Atlântica com rica biodiversidade, e é referência internacional em turismo sustentável. A visita é feita por trilhas e passarelas com vista para as quedas, mas é acessível para pessoas com deficiência. Os ingressos custam R$ 118.

Brasília

Antes vista como utopia, Brasília tornou-se um marco mundial do modernismo. Famosa por ter um formato de avião, a cidade concentra atrações como a Catedral Metropolitana de Brasília E o Congresso Nacional (ambos com visitação gratuita), a praça dos Três Poderes e o Memorial JK (R$10). No Pontão do Lago Sul, é possível fazer passeios de barco pelo Lago Paranoá (R$45).

Parque Nacional da Serra da Capivara

A Caatinga é um bioma exclusivo do Brasil, que ocupa cerca de 10% do território nacional. Cerca de 40% dele está protegido dentro deste parque, que reúne cerca de 400 sítios arqueológicos com pinturas e gravuras rupestres de 12 mil anos atrás e grande valor histórico. O local também se destaca pela biodiversidade e pela beleza naturais das paisagens. O acesso ao parque é gratuito, mas é preciso pagar uma taxa municipal em Coronel José Dias (R$20), e contratar um guia credenciado para acompanhar o passeio.

Centro Histórico de São Luís (MA)

Um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos coloniais do Brasil, reúne cerca de quatro mil imóveis remanescentes dos séculos 18 e 19, incluindo um amplo e simpático acervo de casarões azulejados. O conjunto pode ser explorado a pé, pelas ruas de pedra, entre palacetes e importantes pontos turísticos como o Palácio dos Leões, a antiga Catedral de São Luís, o Convento das Mercês, a Casa das Minas, o teatro Arthur Azevedo, o Mercado das Tulhas, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e o Museu do Reggae do Maranhão, que reforça a identidade da cidade como capital nacional do reggae.

Reservas da Mata Atlântica do Sudeste

O trecho mais bem preservado da mata atlântica é considerado um refúgio para a biodiversidade dessa região, que tem papel essencial na regulação climática, na proteção de nascentes e na manutenção dos recursos hídricos. Como se estendem por diferentes serras e vales do Sudeste brasileiro, a visitação acontece por diferentes municípios da região.

Reserva da Costa do Descobrimento

Este importante sítio geológico-geomorfológico e cultural do Brasil, onde os portugueses teriam chegado na época do descobrimento, se estende desde o município de Una (BA) até Linhares (ES), com inúmeras opções de passeios e atrativos. Buggies e barcos garantem agilidade e acesso a longas distâncias, como Caraíva e Corumbau, enquanto trilhas proporcionam maior imersão na natureza. Destaque para as praias cercadas de falésias, como as do Pitinga e Espelho.

Centro Histórico da Cidade de Diamantina

No nordeste de Minas Gerais e cercada pela paisagem natural da serra, Diamantina guarda um conjunto urbano colonial de influência barroca, famoso por seus casarões bem preservados, ruas de pedra e construções antigas relacionadas à extração de diamante. Percorrendo as ladeiras, o visitante passa pelo Museu do Diamante, a Casa de Chica da Silva, o Mercado Velho, a Casa da Glória, com seu passadiço único, e pela Igreja de São Francisco de Assis. Entre abril e outubro, acontece a Vesperata, um concerto nas sacadas dos casarões.

Complexo de Conservação da Amazônia Central

No Amazonas, esse complexo abrange áreas protegidas que formam uma das maiores extensões contínuas de floresta tropical do mundo, incluindo o Parque Nacional do Jaú, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. Enquanto a época seca revela trilhas terrestres, no período de cheia a água avança sobre a mata, permitindo a navegação por rios e igarapés menores. O acesso é principalmente fluvial, a partir de Manaus.

Área de Conservação do Pantanal

Entre o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, o Pantanal integra uma das maiores áreas úmidas contínuas do planeta, formado por planícies alagáveis cuja dinâmica de cheias e secas sustenta grande biodiversidade e influencia bacias hidrográficas de países vizinhos. As principais atividades são safáris fotográficos e passeios de barco para observação da fauna e flora. As cidades de Cuiabá(MT), Poconé(MT) e Corumbá(MS) são as principais bases de acesso, que deve acontecer com acompanhamento de guia ou operador local.

lhas Atlânticas Brasileiras: Fernando de Noronha e Atol das Rocas

Essas ilhas formam um dos ecossistemas mais importantes para reprodução de espécies oceânicas na região. Enquanto o Atol das Rocas é uma reserva biológica restrita apenas a pesquisadores, Noronha é um arquipélago turístico riquíssimo em biodiversidade, com diversas opções de atividades ecoturísticas, inclusive mergulho. O acesso é por via aérea, partindo de Recife e também do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Áreas de Proteção do Cerrado: Parques Nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas

Um dos mais antigos e diversos ecossistemas tropicais do mundo, o Cerrado abriga milhares de espécies adaptadas às variações climáticas e é conhecido como “berço das águas”, por concentrar nascentes que alimentam bacias hidrográficas do continente e originam inúmeras cachoeiras ao longo de seu território. Os municípios goianos de Alto Paraíso de Goiás e Cavalcantesçai as principais bases para explorar a região.

Centro Histórico da Cidade de Goiás

Primeira capital de Goiás, berço da poetisa Cora Coralina, a cidade preserva a arquitetura colonial com museus, igrejas históricas como Rosário, Boa Morte e Abadia.O centro histórico une a história dos bandeirantes à cultura local, com destaque para o Museu das Bandeiras e para a Casa de Cora Coralina (R$14). A melhor forma de conhecer é caminhando ao redor do rio Vermelho, onde o traçado urbano entre morros e serras cria uma paisagem única.

Praça São Francisco na Cidade de São Cristóvão

Fundada em 1590, São Cristóvão (SE) é a primeira capital do atual estado de Sergipe e considerada a quarta cidade mais antiga do Brasil. A Praça São Francisco, no centro, reúne um conjunto de edificações históricas e monumentos como o Museu de Arte Sacra (R$10) instalado no antigo Convento de São Francisco, o Museu Histórico de Sergipe (R$5), a Casa das Culturas Populares e o Palácio Provincial.

Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar

A cidade se desenvolveu em uma área marcada pela relação entre mar, montanhas e áreas de floresta. Em 2012, sua paisagem foi a primeira área urbana a ser reconhecida como patrimônio. É possível contemplá-la de diferentes pontos, como o Pão de Açúcar (R$ 205), o Corcovado (R$ 134, com acesso de trem), onde está o Cristo Redentor,o Jardim Botânico (R$ 40) e, é claro, as praias, com destaque para o Arpoador.

Conjunto Moderno da Pampulha

Na década de 1940, o arquiteto Oscar Niemeyer e o paisagista Roberto Burle Marx desenharam diversas obras e paisagens para os arredores da lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, incluindo a Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha (MAP), a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube (restrito a sócios). Para conhecer todo o conjunto, vale a pena fazer um passeio de bicicleta ao redor da lagoa.

Sítio Arqueológico do Cais do Valongo

O principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas fica na zona portuária do Rio de Janeiro, e integra o circuito turístico chamado Pequena África. A visita é gratuita e a céu aberto. Próximo dali estão as famosas roda de samba da Pedra do Sal, o Museu do Amanhã (R$ 40) e o Museu de Arte do Rio (R$ 20), formando um roteiro cultural acessível por trem VLT (R$ 5), ônibus ou a pé, a partir da Praça Mauá.

Paraty e Ilha Grande

A baía da Ilha Grande reúne tradições indígenas, quilombolas e caiçaras, além de registros arqueológicos da presença humana ao longo dos séculos. Ao mesmo tempo, Paraty tem um centro colonial vivo e historicamente rico. Além dele, o reconhecimento da Unesco se estende a quatro unidades de conservação da região, formando um cinturão contíno de mata atlântica preservada.

Sítio Roberto Burle Marx

Ao mesmo tempo obra artística, pesquisa botânica e patrimônio cultural, o último lugar onde Burle Marx viveu é um santuário natural com viveiros, lagos e jardins projetados pelo paisagista –também é possível visitar o seu ateliê. A visitação é gratuita, mas precisa ser agendada com antecedência. Também há a opção de passeios guiados.

Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses

As chuvas que atingem o litoral do Maranhão entre fevereiro e maio se acumulam entre as dunas do maior parque de dunas no Brasil, formando lagoas de água doce, quentes e cristalinas, um cenário que faz do lugar um dos destinos mais procurados e fotografados do país. O parque não cobra ingresso, mas o acesso só é permitido com acompanhamento de condutores credenciados, contratados em cidades próximas como Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão.

Cânion do Rio Peruaçu (Parque Nacional Cavernas do Peruaçu)

No norte de Minas Gerais, o Cânion do Rio Peruaçu chama atenção pelas trilhas que cruzam um cenário de paredões calcários, cavernas e rios de águas claras. A região, de transição entre Cerrado e Caatinga, ajuda a explicar a riqueza da biodiversidade local e a presença de pinturas rupestres que contam a história de ocupações humanas milenares. Nas trilhas, há mirantes com vista para o cânion e trechos do rio que formam poços naturais em meio à vegetação preservada –em alguns pontos, o banho é permitido. A entrada é gratuita, mas a visita só pode ser feita com guia credenciado.

Fonte: Folha de São Paulo

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