The Economist chama Lula de “esquerdista caduco” e Flávio de “nepo baby”

A revista britânica The Economist publicou nesta quinta-feira (24) textos sobre o Brasil com fortes críticas ao cenário político e econômico do país. Numa das análises, a publicação chamou o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “esquerdista caduco” e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de “nepo baby vingativo”, ao apresentar os dois como opções que, em sua avaliação, oferecem poucas perspectivas de mudanças estruturais para o país.

Em um editorial separado, intitulado Brazil turns its back on the future (“Brasil vira as costas para o futuro”, em tradução livre), a revista afirmou que a eleição geral de 4 de outubro oferece “pouca esperança” de uma mudança de rumo e voltou a criticar tanto Lula quanto Flávio por não apresentarem, segundo sua avaliação, respostas suficientes para problemas como dívida pública, crescimento baixo e corrupção.

A revista também publicou um artigo assinado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, no qual ele defende a política econômica de Lula e contesta o diagnóstico de deterioração fiscal. No texto, Durigan afirma que o governo reduziu o déficit primário desde 2023, manteve as despesas primárias próximas de 19% do PIB e pretende alcançar superávits nos próximos anos.

Revista diz que Brasil não consegue aproveitar seu potencial

Na análise em que chama Lula de “esquerdista caduco” e Flávio Bolsonaro de “nepo baby vingativo”, a The Economist parte do potencial econômico brasileiro para argumentar que o país continua crescendo abaixo do que poderia. A revista destaca a produção de petróleo, a matriz de energia renovável, a força do agronegócio e as reservas de terras raras. Também cita que o Brasil recebeu US$ 77 bilhões em investimentos estrangeiros no ano passado, ficando atrás apenas da China entre os países em desenvolvimento.