Suprema Corte libera Trump para retomar checagem de cidadania de eleitores nos EUA

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou nesta sexta-feira (25) o governo do presidente Donald Trump a retomar o uso ampliado de bases federais para verificar a cidadania de eleitores registrados para votar. A decisão suspendeu uma ordem de uma instância inferior que havia restringido o cruzamento de dados e ocorre a poucos meses das eleições legislativas de meio de mandato de novembro.

A medida envolve o chamado Systematic Alien Verification for Entitlements (SAVE), sistema administrado pelo Departamento de Segurança Interna (DHS). O programa existe desde 1986, mas foi ampliado pelo governo Trump para permitir que autoridades estaduais e locais façam consultas em massa para verificar a situação de pessoas inscritas ou tentando se registrar para votar.

Essa versão ampliada do SAVE passou a cruzar também informações mantidas pela Administração da Seguridade Social (SSA), incluindo números completos ou parciais do Social Security, identificação usada nos Estados Unidos para fins trabalhistas, tributários e previdenciários. Estados e autoridades locais podem enviar nome, data de nascimento e outros dados ao sistema, que compara as informações com registros federais. Quando o SAVE não consegue confirmar a cidadania de uma pessoa, a autoridade responsável pode entrar em contato com o eleitor e solicitar documentação adicional para que ele se registre ou permaneça registrado.

A Suprema Corte afirmou que os argumentos apresentados contra o compartilhamento dos dados não prevalecem porque uma lei federal autoriza expressamente o DHS a solicitar e receber de outros órgãos informações relacionadas à cidadania e ao status migratório.