
O governo brasileiro vetou a entrada de dois funcionários da administração de Donald Trump que pretendiam se reunir com autoridades eleitorais brasileiras para discutir assuntos relacionados ao sistema de votação do país. A medida foi confirmada pelo Itamaraty e por um porta-voz do Departamento de Estado neste sábado (25).
Uma das figuras que tiveram a permissão de entrada no Brasil negada é Riley Barnes, subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL) do Departamento de Estado americano. O oficial foi designado em outubro do ano passado pelo chefe da pasta, Marco Rubio.
Além do cargo, Barnes também ocupa desde fevereiro a função de Coordenador Especial dos EUA para Assuntos Tibetanos e, desde abril, serve simultaneamente como Embaixador Itinerante para a Liberdade Religiosa Internacional.
Natural do Texas, o subsecretário é bacharel em Ciência Política e mestre em Relações Internacionais e Serviço Público.
Antes de assumir as funções atuais, ocupou diversos cargos de alto escalão no Departamento de Estado, incluindo o de Conselheiro Sênior do subsecretário para Assuntos Políticos, o de subsecretário adjunto para Assuntos de Relações Diplomáticas, Subsecretário Adjunto para Assuntos de Organizações Internacionais, entre outras posições.
Antes de trabalahr para o governo dos EUA, atuou no think tank americano Atlantic Council, onde foi diretor assistente e pesquisador de Estratégia e Segurança.
Outro oficial americano impedido de entrar no Brasil é Samuel Samson, subsecretário Adjunto do Departamento de Estado.
De acordo com o site do Departamento de Estado, o funcionário está à frente da defesa dos direitos naturais e o desenvolvimento de políticas para preservar o patrimônio civilizatório ocidental dos EUA.
Ele também lidera projetos regionais e estruturais para promover a agenda America First (América em Primeiro Lugar) do presidente Donald Trump.
Samson foi nomeado em maio para o Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), atuando anteriormente como Conselheiro Sênior da pasta. Nascido no Texas, ele se especializou em teoria do direito natural.
Recentemente, o oficial americano viajou pela África e pela Europa promovendo a política externa do presidente Trump e fortalecendo relações com grupos de direita.
De acordo com o Itamaraty, os funcionários americanos pretendiam tratar de questões relacionadas à liberdade de expressão durante o processo eleitoral brasileiro, mas o governo Lula considerou a missão “inadequada”.
Em nota divulgada neste sábado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que foi procurado pela Embaixada dos EUA para tratar sobre a visita de integrantes do governo americano, “mas não foi informada a temática da agenda, que não foi marcada em razão do recesso do Judiciário”.