
Cinco dias após as avalanches que atingiram várias partes do Nepal, 591 cidadãos estrangeiros continuavam incomunicáveis neste domingo, enquanto 289 foram resgatados, de acordo com o último balanço da Junta de Turismo do Nepal (NTB), citado pela agência EFE. Os estrangeiros resgatados são 180 indianos, 89 chineses, quatro alemães, quatro malteses, dois italianos, dois russos, dois turcos, dois americanos, um búlgaro, um suíço, um português e um cidadão de Omã.
As autoridades continuam a busca, resgate e retirada de turistas e outros estrangeiros afetados pelas inundações dos rios Bhotekoshi e Trishuli, nos distritos de Rasuwa, Nuwakot, Dhading e Gorkha. O Ministério das Relações Exteriores abriu um centro de controle de emergência para manter contato com as famílias de cidadãos estrangeiros que ainda não foram localizados, e as missões diplomáticas do Nepal no exterior estão informando governos e familiares, além de colaborar nos procedimentos de comunicação, identificação e eventual repatriação de vítimas. De acordo com nota do Itamaraty publicada no dia da tragédia, não há notícias de brasileiros entre as vítimas ou desaparecidos, e as embaixadas brasileiras em Katmandu e Pequim acompanham a situação.
Segundo a NTB, a rodovia entre Katmandu e Mugling, uma das principais do país, permanece completamente bloqueada após o desabamento de um trecho cortado por um rio. Segundo a EFE, ainda citando o órgão governamental, o restante da malha rodoviária do Nepal está transitável com exceção de alguns poucos trechos. A NTB pede que os turistas confiram as condições das rodovias e a previsão do tempo caso pretendam se deslocar, especialmente rumo às zonas afetadas.
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Os quase 600 estrangeiros desaparecidos fazem parte de um grupo de mais de 2,5 mil pessoas ainda não localizadas após a tragédia. Já os mortos, de acordo com o governo do Nepal, agora são 788 – que, com o acréscimo de 16 corpos notificados do lado chinês da fronteira, elevaram o número de óbitos para 804 neste domingo, de acordo com a EFE. Vários desses corpos já foram sepultados provisoriamente apesar da falta de identificação, e 18 peritos indianos especializados em análise de DNA chegaram ao Nepal para ajudar a identificar os mortos. As amostras de DNA das vítimas não identificadas foram coletadas antes do sepultamento, para comparação com o código genético de familiares de pessoas desaparecidas.
Segundo a EFE, o sepultamento provisório dos mortos não identificados ou cujos corpos já estavam em estado avançado de decomposição foi feito de acordo com protocolos do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR). Uma vez que se confirme a identidade de uma vítima, seus restos mortais podem ser exumados para que as famílias realizem os ritos fúnebres de acordo com as respectivas tradições religiosas e culturais. O Nepal também recebeu sacos herméticos para os cadáveres de vítimas estrangeiras.