
O ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro (2022-2026), aliado de Luiz Inácio Lula da Silva, alegou nesta quarta-feira (2) –sem apresentar provas – que a intromissão de “algoritmos” dos Estados Unidos e o que chamou de “tecnofascismo” podem influenciar a eleição de outubro no Brasil.
Segundo informações da agência EFE, o ex-mandatário esquerdista, que em agosto foi substituído na presidência pelo direitista Abelardo de la Espriella, fez os comentários durante uma aula magna na Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), em sua primeira viagem para o exterior desde que deixou o cargo.
Em junho, Espriella derrotou no segundo turno da eleição presidencial o candidato de Petro, o senador Iván Cepeda, por uma diferença de menos de um ponto percentual.
Petro reiterou nesta quarta-feira seu argumento de que houve interferência externa para que Espriella fosse eleito e alegou que situação semelhante poderá ocorrer nas eleições deste ano no Brasil e nas do México em 2027.
“É o sistema que se quer expandir, e não está certo. O México está em perigo, e o Brasil vem aí. Estes métodos têm legitimação na classe política que está dirigindo atualmente os Estados Unidos”, disse o político de esquerda.
Durante a conferência na Unam, Petro insistiu que um suposto sistema de 2 milhões de bots imiscuídos nas eleições da Colômbia esteve “sob a mira” do Departamento de Estado dos EUA, chefiado por Marco Rubio, para apoiar Espriella.
“[O presidente americano Donald] Trump não pode dizer que não sabia, ele mesmo disse publicamente ‘que o Tigre [apelido de Espriella] deve me agradecer porque é presidente da Colômbia graças a mim’”, acusou.
Petro alegou, também sem provas, que esse mesmo caso se repetiu na recente vitória de Keiko Fujimori no Peru e na de José Antonio Kast no Chile, no ano passado. O Departamento de Estado dos EUA não se pronunciou sobre as acusações do ex-presidente colombiano.