Os governos da Itália e da Coreia do Sul criticaram duramente Israel nesta quarta-feira (20) pela detenção de ativistas de flotilha que tinham como objetivo romper o bloqueio à Faixa de Gaza.
A gestão de Giorgia Meloni qualificou como “inaceitáveis” as imagens divulgadas pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, nas quais ele zomba de ativistas da Flotilha Global Sumud algemados no chão, e anunciou a convocação do embaixador israelense em Roma.
“As imagens do ministro israelense Ben Gvir são inaceitáveis. É inadmissível que estes manifestantes, entre eles muitos cidadãos italianos, sejam submetidos a este tratamento lesivo à dignidade humana”, afirmou o Executivo italiano em comunicado.
O governo italiano confirmou ainda que está agindo “imediatamente e ao mais alto nível institucional” para obter “a liberação imediata de seus cidadãos envolvidos”.
No vídeo publicado nas redes sociais, Gvir mostra uma visita que fez ao porto de Ashdod (sul de Israel), onde os ativistas permanecem retidos, no qual dezenas de pessoas são vistas amontoadas sob o sol.
“Bem-vindos a Israel!”, diz o ministro enquanto acena com uma bandeira nacional. “É assim que recebemos os apoiadores do terrorismo”, acrescentou na publicação do X.
Por sua vez, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, afirmou que a ação israelense em águas internacionais contra as embarcações com mais de 400 ativistas da flotilha “é um ato desumano que passa de todos os limites”.
Nesse sentido, o líder sul-coreano acusou o país de violar o direito internacional ao confiscar embarcações fora de seu território. “Mesmo durante um conflito armado, é lícito confiscar embarcações de terceiros países? É uma questão de bom senso, não apenas de legalidade”, disse.
Em relação à ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, Lee afirmou que Seul deveria seguir a linha dos países europeus que confirmaram que o prenderiam caso ele entrasse em seus territórios.