EUA monitoram navios da China perto do Alasca por temor de ameaça militar

Os Estados Unidos estão monitorando de perto navios de pesquisa chineses que operam na região do Ártico próxima ao Alasca por receio de que as atividades possam dar vantagem militar a Pequim ou representar uma ameaça à segurança americana. O alerta foi feito pelo contra-almirante Bob Little, comandante do Distrito Ártico da Guarda Costeira dos EUA.

Segundo Little, quatro navios chineses realizaram atividades no Ártico americano até agora em 2026. Em todo o ano passado, foram cinco. As embarcações navegaram por áreas próximas ao Alasca, incluindo as Ilhas Aleutas e o Estreito de Bering, e chegaram até regiões próximas ao Polo Norte.

“Quando eles estão operando dentro ou ao redor do espaço soberano dos Estados Unidos, é aí que tenho responsabilidade, interesse e preocupação”, afirmou Little à agência Reuters durante uma conferência sobre segurança no Ártico, em Oslo.

As embarcações permaneceram em águas internacionais, mas, segundo o comandante, não notificaram previamente Washington sobre suas atividades pelos canais diplomáticos, como seria habitual. Quando questionados pela Guarda Costeira, os navios chineses afirmaram estar realizando pesquisas científicas ou operações permitidas em águas internacionais.