Lula diz que votação do fim da 6×1 antes do segundo turno já está acordada com Alcolumbre

(FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste domingo (11) que a PEC (proposta de emenda à Constituição) que põe fim à escala 6×1 será votada na próxima quarta-feira (14), antes do segundo turno das eleições. Segundo ele, o tema já está “conversado” com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“A única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se eles vão ter coragem de votar contra ou a favor. Eles vão ter só isso”, disse o chefe do Executivo durante ato batizado de Marcha pela Democracia, na Avenida Paulista.

“O que eles não podem é tentar protelar para enganar o povo depois das eleições. Agora é a hora da verdade. O PL tem que dizer se ele é favorável aos trabalhadores descansarem mais ou se quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais”, completou.

A proposta, já aprovada pela Câmara em maio e pela CCJ do Senado no início de setembro, reduz a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, com a concessão obrigatória de duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. A alteração constitucional prevê uma transição para a redução das quatro horas semanais.

A primeira etapa começa a valer 60 dias depois da promulgação, com a redução da jornada semanal para 42 horas. A segunda e última fase, com a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois. A redução da jornada, segundo a PEC, não pode resultar em redução salarial.

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) defende um modelo alternativo para a mudança de jornada, com remuneração por hora trabalhada. Direitos como férias, 13º salário e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) seriam mantidos, mas também seriam pagos de forma proporcional.

A PEC deve passar, nesta semana, pelas duas últimas sessões de discussão antes da votação em primeiro turno. O texto está na pauta das sessões de terça-feira (13) e quarta-feira (14) do plenário do Senado.

Preocupada com um possível efeito eleitoral positivo para Lula, a oposição no Senado tentou adiar o início da análise para depois das eleições. Senadores do PL, PP e Republicanos se reuniram na última quarta-feira (7) para tentar definir uma estratégia diante do início da discussão da PEC no plenário.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi escalada para tentar, com Alcolumbre, evitar que a votação aconteça antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, mas não obteve sucesso.

O regimento do Senado prevê que propostas de emenda à Constituição sejam discutidas em cinco sessões plenárias antes da votação em primeiro turno. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que colocará a PEC que acaba com a escala 6×1 em votação na próxima quarta-feira (14).

Na última semana, a Casa começou a discutir a proposta. Na terça-feira (6), o governo Lula mobilizou sua base e conseguiu que a primeira das cinco sessões para discutir a PEC fosse dominada por discursos favoráveis à modificação.

O texto foi aprovado na Câmara em maio e na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado em setembro.

Essa é uma das apostas de Lula para aumentar sua popularidade e conquistar votos na reta final das eleições para o Executivo.

Na última sexta-feira (9), a 16 dias do segundo turno, o governo Lula anunciou a renovação e a ampliação da desoneração de impostos federais sobre etanol e gasolina e a criação de uma subvenção exclusiva à importação do diesel.

A medida zera os impostos federais sobre a gasolina (R$ 0,89 por litro), renova o subsídio do etanol anunciado em setembro (R$ 0,19 por litro) e acrescenta a subvenção à importação do óleo diesel (R$ 1,40 por litro).

De acordo com o Ministério do Planejamento, todas as ações para conter o preço dos combustíveis já somam R$ 41 bilhões.

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Notícias ao Minuto | 03:32 – 12/10/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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