Sinal de matéria escura? Detector encontra evento raro e reacende busca pela partícula

Um único evento registrado nas profundezas de uma antiga mina de ouro nos Estados Unidos colocou novamente a matéria escura no centro das atenções da física. O fenômeno foi captado pelo LUX-ZEPLIN (LZ), um dos experimentos mais sensíveis do mundo na busca por partículas que poderiam compor essa substância invisível.

A ocorrência tem características que não se encaixam perfeitamente no comportamento esperado das partículas conhecidas e pode ser compatível com um candidato à matéria escura.

Mas há uma ressalva fundamental: os pesquisadores não afirmam ter descoberto matéria escura. O resultado tem significância estatística de 2,6 sigma, muito abaixo do patamar de 5 sigma normalmente exigido para uma descoberta em física de partículas. Além disso, trata-se de um único evento, que ainda pode ter outras explicações.

Para o professor Alexandre Zabot, doutor em astrofísica e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a distinção é essencial. “A gente nunca descobriu matéria escura. A gente não sabe o que é matéria escura concretamente”, explica.