EUA se tornam acionistas de empresas com presença até no Brasil

Uma reportagem publicada no começo de julho pelo jornal britânico Financial Times apontou que a OpenAI, gigante da inteligência artificial e criadora do ChatGPT, estaria discutindo ceder uma participação de 5% na empresa ao governo dos Estados Unidos.

Caso essa negociação se concretize, ela se somará a uma política que a administração Donald Trump vem promovendo desde que o empresário nova-iorquino voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025: a participação do governo americano no quadro de acionistas de empresas do país – uma estratégia que já tem reflexos no Brasil.

No início deste mês, o think tank americano Council on Foreign Relations (CFR) apontou em relatório que, desde o início do ano passado, o governo dos EUA anunciou investimentos no valor de US$ 26,7 bilhões em cerca de 30 acordos que envolvem participação direta no capital de empresas, “ampliando um conjunto de instrumentos que tradicionalmente se concentrava em subsídios, empréstimos e incentivos fiscais”.

O Departamento de Comércio anunciou 17 acordos; a Development Finance Corporation, o banco de desenvolvimento dos Estados Unidos, seis compromissos; o Departamento da Guerra, sete acordos; e o Departamento de Energia, dois.