
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A exclusão da Ponte Preta do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B), anunciada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, recebeu respaldo de dirigentes de clubes da Série B.
A punição foi aplicada após a identificação de atrasos salariais superiores a 60 dias com jogadores, comissão técnica e funcionários.
Presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch defendeu, em entrevista à rádio CBN Fortaleza, que a sanção sirva de exemplo para outros casos no futebol brasileiro:
“O Fair Play Financeiro é muito amplo e complexo e vai fazer com que os clubes gastem somente aquilo que conseguem arrecadar. Eu espero que o caso da Ponte Preta seja o primeiro de vários outros casos que estão acontecendo no futebol brasileiro”, disse Dresch.
Já Adalberto Baptista, representante do Conselho Nacional de Clubes da Confederação Brasileira de Futebol e dirigente do Botafogo-SP, também apoiou a decisão.
“O Fair Play é a ferramenta que vai salvar o futebol brasileiro. Então, a gente tem que dar todo o apoio às punições que vierem. Todos os clubes tiveram a oportunidade de se regularizarem e de estarem em dia”, afirmou Batista.
Com a exclusão do programa, a Macaca deixa de ter custeadas pela CBF as despesas de logística e arbitragem e passa a arcar integralmente com esses custos. Embora a entidade siga responsável pela operação dos serviços, o clube passará a receber cobranças mensais, com prazo de até dez dias úteis para pagamento.
Além disso, a Ponte Preta terá de reembolsar a CBF por todos os valores gastos com logística e arbitragem desde o início da Série B. Em caso de inadimplência, o clube poderá sofrer retenção de cotas de transmissão, premiações e outras sanções previstas em regulamento.
Segundo a ANRESF, a readmissão da Ponte ao PARF-B seguirá possível, desde que o clube regularize as pendências trabalhistas e volte a cumprir os critérios de elegibilidade exigidos pelo programa.
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