Cada vez mais perto de seu lançamento, a segunda reestilização do Honda City nesta geração teve mais detalhes de seu novo visual revelado. Agora, além da dianteira, sabe-se também como será a mudança da traseira, bem como as novidades do interior. Ele estreará primeiro na Índia, no dia 22 de maio, e não deve demorar a desembarcar também por aqui.
As novas fotos, feitas por Xaos636, usuário do fórum indiano Team BHP, mostram que a Honda apostará pesado em um visual mais esportivo na linha atualizada. Na frente, agora também em mais detalhes, há ainda a confirmação de que a grade contará com iluminação ligando as lanternas, comum na linha Volkswagen, mas até então inédito em um modelo da marca e que unirá os novos faróis, mais finos e com projetores.
Nas laterais, a principal novidade está nos retrovisores, agora com câmera em 360º e – ao menos na Índia – assistência do tipo ADAS mais avançada. Já na traseira, a Honda apostou em lanternas translúcidas, tal como faz no HR-V Touring. Como ainda não há imagens de outras versões, é possível que elas mantenham o visual do conjunto atual.
O para-choque e a tampa tiveram ligeiras alterações, com os refletores trocando a posição vertical usada hoje para a horizontal, enquanto mala agora tem uma pequena moldura entre as lanternas, mas sem iluminação ou cromados.

Foto de: Rush Lane
Falando do modelo brasileiro, ele também será reestilizado – e já foi visto rodando em testes pelo país – mas terá posicionamento diferente do vendido no mercado asiático. Por aqui, deve apostar mais na sobriedade do que no visual esportivo, tal como já acontece hoje.
Fica a dúvida para a versão hatch, que não foi vista em nenhum momento até agora. No entanto, uma suposta saída dessa opção mais em conta do Honda City abriria caminho para a possível chegada de configurações mais baratas do WR-V.
Voltando ao flagra, o modelo também ganhou ventilação dos bancos, localizada na parte inferior do console central, bem como sistema de iluminação ambiente no painel. O cluster de instrumentos continua a ser em TFT de 7″, mas sem possibilidade de personalização ou visualização de mapas. No lugar, permanecem os velocímetros projetados de maneira tradicional.
De resto, há poucas mudanças no interior, caso da nova central multimídia, agora em posição mais elevada e que lembra até um acessório. O ar-condicionado permanece sendo digital e com comandos físicos, mas há apenas uma zona. Já o volante é o mesmo utilizado desde a estreia desta geração.
A segunda reestilização deve segurar as pontas do City enquanto um modelo totalmente novo não chega às lojas. Recentemente, a Honda divulgou que terá um prejuízo histórico globalmente, o primeiro em décadas, e está revendo investimentos futuros.
Mecânica seguirá sem mudanças
Se o visual ficará mais agressivo, a mecânica deve continuar praticamente inalterada. O City seguirá utilizando o conhecido motor 1.5 aspirado flex com injeção direta, entregando até 126 cv e 15,8 kgfm, sempre combinado ao câmbio CVT que simula sete marchas.
Mesmo sem turbo ou eletrificação, o conjunto ainda é reconhecido pelos baixos níveis de consumo e suavidade de funcionamento, características que ajudaram o modelo a manter boa aceitação mesmo diante da avalanche de SUVs compactos.
Por enquanto, a tecnologia híbrida e:HEV deve permanecer restrita a mercados asiáticos. Lá fora, o City híbrido combina o motor 1.5 aspirado com dois motores elétricos em sistema semelhante ao utilizado pelo Honda Civic e:HEV, entregando 109 cv e 25,5 kgfm.
No Brasil, a estratégia híbrida da Honda deve começar por modelos superiores, especialmente o próximo Honda HR-V, já visto em testes no Japão e – ao menos por lá – já confirmado como um SUV só híbrido.