A Jeep bem tentou evitar, mas Avenger e Renegade em breve estarão competindo pelos mesmos consumidores. O novato, já apresentado ao público durante o Salão do Automóvel do ano passado e com seu visual final durante o Todo Mundo no Rio, será o novo modelo de entrada da norte-americana por aqui, e, ao menos durante um tempo, acabará chegando nos preços do veterano.
Isso, contudo, deve mudar até o fim da década. Segundo o Mopar Insiders, especializados nas marcas do grupo Stellantis, a Jeep já tem planos bem sólidos para a próxima geração do SUV compacto, que terá a missão de manter o visual quadradinho pelo qual ficou conhecido, mas mais versátil, para que consiga se adaptar bem as realidades de diferentes mercados.
Sucesso no Brasil não se repetiu no mundo
O SUV, vale dizer, nunca foi um grande sucesso de vendas em outras regiões. Nos EUA, por exemplo, saiu de linha em 2023, após meses vivendo de estoques não vendidos. Na Europa, perdeu espaço para o Avenger, que chegou em 2022, e além do apelo mais moderno trouxe também tamanho um pouco menor, mais palatável ao gosto local.
A ideia é que na nova geração ele não mude muito de tamanho, permanecendo na casa dos 4,20 metros, mas tenha aproveitamento de espaço interno e – especialmente – de porta-malas melhores do que o atual. Afinal, ele é menor do que o do Avenger: são 380 no novato, enquanto o Renegade conta com 320 litros.
No visual, segundo as informações extra-oficiais, a Jeep trabalha em um design evolutivo, mantendo o visual quadrado que foi reforçado com a última reestilização do SUV por aqui. As inspirações do modelo serão os SUVs com mais apelo fora de estrada da marca no mundo, caso do Wrangler e do Recon.
Apelo visual será regra
Com isso, a marca quer deixar o Renegade cada vez com apelo mais emocional. Pense, por exemplo, no que o Defender representa para a Land Rover. Isso o ajudará a se distanciar do Avenger, mais urbano, e também do Compass, mais familiar.
Como mudará de plataforma – possivelmente sendo feito na mesma STLA do Compass – também não sofrerá com o peso alto da geração atual, além de possuir mais flexibilidade em suas motorizações, principalmente híbridos. A Jeep deixou de lado seus antigos planos de se tornar uma marca 100% elétrica, e agora busca oferecer o máximo de opções disponíveis aos consumidores, principalmente se for possível compartilhá-la com outros produtos da marca.
Apesar do apelo, o preço não deve mudar muito do que já é ofertado hoje, uma vez que a marca quer manter a relação custo-benefício atrativa. Ao menos na América do Norte, a Jeep observou uma grande demanda por carros até a faixa dos 30.000 dólares (cerca de R$ 150.000), onde há cada vez menos produtos. Com a concorrência menor, faria sentido atacar em um segmento com mais chances de acerto.
Por enquanto, é claro, nada está confirmado. A Jeep fará uma conferência no próximo dia 21 de maio, durante o Dia do Investidor, onde revelará seus planos de curto e médio prazo para vários mercados, e será a confirmação se o Renegade realmente continua nos planos da norte-americana como nos anos anteriores.
