A manhã desta quarta-feira, 2 de setembro, deu lugar à indignação do setor produtivo jalesense. Comerciantes, autônomos e trabalhadores do comércio se concentraram logo cedo, às 8h, na Praça João Mariano de Freitas (conhecida como Praça do Jacaré).
De lá, o grupo partiu em caminhada pela Rua 8 rumo ao paço municipal, exigindo respostas imediatas sobre o expressivo encarecimento da Taxa de Fiscalização de Funcionamento (TFF).
Na frente da Prefeitura, o movimento cobrou a presença do prefeito Luis Henrique Moreira. No entanto, o encarregado de dialogar com os manifestantes foi o Secretário Municipal de Fazenda, Marcelo Silva Souza. A gestão manteve a posição divulgada em nota oficial emitida na terça-feira (1º), ressaltando que concedeu três prazos para a atualização cadastral dos contribuintes e que as providências fiscais seguiram estritamente o que prevê a legislação local.
Entre as vozes do protesto, a empresária Aline Lanzoni, que já havia viralizado nas redes sociais com um desabafo sobre o tema, voltou a expor o descontentamento da categoria. Representando os empreendedores, ela questionou os valores considerados abusivos nas cobranças incidentes sobre publicidade e propaganda, além de exigir maior clareza dos representantes públicos.
A insatisfação, contudo, não vem de hoje. A reportagem do Canal 12 reencontrou Carlos Alberto Expedito de Brito Neto, que já em janeiro havia alertado sobre o impacto dos impostos e articulava um Projeto de Lei de Iniciativa Popular na cidade.
A equipe também ouviu o próprio secretário da Fazenda Marcelo Silva Souza, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Jales (ACIJ), Leandro Rocca, o vereador Luis Especiato e o presidente da Câmara, Bruno Henrique de Paula, que acompanharam de perto o desenrolar da mobilização.








