
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta terça-feira (30) para que o Congresso do país aprove uma lei para revogar a chamada cidadania por nascimento no território americano, mantida em uma decisão da Suprema Corte mais cedo.
“A Suprema Corte manteve a cidadania por nascimento, o que é lamentável para o nosso país, mas podemos facilmente reverter isso no Congresso por meio de legislação — com o apoio do presidente, algo que ficou claro durante este processo”, escreveu Trump na rede Truth Social, mencionando o republicano Mike Johnson, presidente da Câmara, que criticou a decisão do Supremo dos EUA.
“Não é necessária nenhuma Emenda Constitucional longa e complexa! O Congresso deve começar HOJE a trabalhar para acabar com a cidadania por nascimento, que é custosa e injusta para o nosso país. Eles terão meu apoio total e irrestrito!”, acrescentou o presidente americano.
Logo no primeiro dia do seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, Trump publicou uma ordem executiva para instruir agências governamentais dos EUA a não reconhecerem a cidadania de crianças nascidas nos Estados Unidos caso nenhum dos pais seja cidadão americano ou residente permanente legal, portador do chamado Green Card.
Um tribunal de instância inferior suspendeu a ordem executiva de Trump, o que levou à disputa na Suprema Corte, onde houve o desfecho nesta terça-feira.
Hoje, o Supremo dos EUA também tomou outras duas decisões importantes, ambas favoráveis a demandas do Partido Republicano, legenda de Trump: manteve a vigência de leis estaduais que proíbem mulheres transgênero de integrar equipes esportivas femininas e derrubou os limites dos valores que partidos políticos podem gastar em campanhas para o Congresso americano e presidente em coordenação com candidatos.
“GRANDE VITÓRIA: a Suprema Corte dos Estados Unidos acabou de decidir CONTRA A PARTICIPAÇÃO DE HOMENS EM ESPORTES FEMININOS. Uau! Isso acaba de vez com essa situação ridícula!!!”, escreveu Trump na Truth Social.
Sobre o segundo caso, o presidente dos EUA comentou: “A Suprema Corte acabou de remover as restrições aos gastos com campanhas políticas! UMA GRANDE VITÓRIA PARA OS REPUBLICANOS e, mais importante, para a Primeira Emenda [da Constituição americana]!”.