Senadores republicanos bloquearam uma nova tentativa dos democratas de interromper a guerra contra o Irã.
Os aliados do presidente Donald Trump rejeitaram a sétima resolução apresentada no colegiado quase unanimemente, já que três senadores do partido romperam a orientação da bancada e votaram com os democratas.
A senadora republicana Lisa Murkowski juntou-se a Susan Collins e Rand Paul, que já haviam votado contra a proposta em diversas ocasiões, com o objetivo de retirar as tropas americanas do Oriente Médio.
A proposta democrata invoca a Lei de Poderes de Guerra de 1973, que exige autorização formal do Congresso para ações militares 60 dias depois de, em circunstâncias excepcionais, o presidente dos EUA ter iniciado a operação. A votação desta quarta-feira (13) foi a primeira a ocorrer no Senado desde o prazo, que começou em 2 de março e terminou em 1º de maio.
No entanto, os republicanos argumentam que a contagem regressiva para esse prazo foi suspensa devido ao cessar-fogo em vigor entre EUA e Irã.
O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, discursou antes da votação e pediu aos republicanos que apoiassem sua proposta para interromper uma guerra que já dura mais de dois meses.
Ele também criticou as declarações de Trump de que não estava pensando “na situação financeira dos americanos”, apesar de a guerra no Irã estar elevando o custo de vida, especialmente os preços dos combustíveis.
O senador Jeff Merkley, autor democrata da resolução, afirmou que a operação militar contra o Irã, batizada como “Fúria Épica”, deveria ser chamada de “Fracasso Épico”.
“Nesta situação, não temos acesso a urânio altamente enriquecido, fortalecemos os setores (iranianos) mais radicais, enfraquecemos os reformistas e prejudicamos nossa relação com nossos aliados”, concluiu Merkley em seu discurso antes da votação.