
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Cuba “está se aproximando” da órbita do país, quase um mês após o Departamento do Tesouro impor uma nova rodada de sanções contra a cúpula política da ditadura cubana.
“Cuba, depois de muitas, muitíssimas décadas, está se aproximando de nós”, declarou Trump na cerimônia de inauguração do novo prédio da Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt em Medora, no estado de Dakota do Norte, nesta quarta-feira (1º).
Em reação, o ditador cubano, Miguel Díaz-Canel, insistiu em entrevista à emissora Sky News que a ilha “dará o sangue” para evitar a influência dos EUA.
“Cuba não é uma nação em disputa”, declarou Díaz-Canel. “Não queremos a guerra, mas também não a tememos. Estamos preparados para dar a nossa última gota de sangue para defender a nossa soberania”, prosseguiu.
Apesar do tom inicial de desafio, o ditador cubano finalizou suas declarações dizendo que mantém aberta a possibilidade de diálogo com a Casa Branca. “Estamos dispostos a conversar, mas nunca a ceder”.
A mais recente ação dos EUA contra Cuba foi uma série de sanções impostas em junho a empresas que prestam serviços à ilha.
A Casa Branca segue aumentando a pressão para sufocar Havana. Ao atual bloqueio de petróleo somam-se medidas recentes decretadas por Trump contra entidades estrangeiras que operem em setores vitais de energia, defesa, mineração e serviços financeiros em Cuba.
Além disso, o governo americano informou nesta quarta-feira sobre a detenção de um suposto “agente subversivo” cubano que aguarda, junto com esposa e filho, a conclusão dos procedimentos para sua expulsão do país.
Carlos Antonio Lloga Domínguez passou “mais de uma década trabalhando como agente subversivo estrangeiro” para o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (Icap), classificado pelos EUA como “a principal organização de fachada de influência e inteligência do regime comunista cubano” em seu território, informou o Departamento de Estado.