A estreia da parceria entre a Netflix e a Most Valuable Promotions no MMA, neste sábado (16), representa um movimento raro no mercado dos esportes de combate. Pela primeira vez em muitos anos, o Ultimate Fighting Championship vê surgir uma concorrência capaz de disputar atenção em escala global. Apostando em nomes históricos como Ronda Rousey, Gina Carano, Francis Ngannou e Nate Diaz, o evento da plataforma de streaming chega cercado de expectativa e forte apelo midiático.
A coincidência de datas torna o cenário ainda mais simbólico. No mesmo dia da estreia da Netflix no MMA, o Ultimate promove o UFC Vegas 117, evento que terá como atração principal o confronto entre Melquizael Costa e Arnold Allen. Embora o card do UFC tenha proporções mais modestas em termos de popularidade e impacto midiático, a organização aposta justamente no nível técnico de seus confrontos para manter a preferência de parte do público mais fiel ao esporte.
Ainda assim, apesar do peso das estrelas envolvidas, o cenário também levanta questionamentos sobre até onde a nova empreitada pode realmente ameaçar a soberania da principal organização de MMA do mundo. Afinal, embora o produto da gigante do streaming prometa entretenimento e grande alcance popular, existe uma diferença importante entre gerar repercussão e entregar o alto nível competitivo que consolidou o UFC como referência no esporte ao longo das últimas décadas.