Santa Fé do Sul/SP: Justiça decreta prisão preventiva de investigado preso na Operação “Colateral”

A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada em Araçatuba/SP, mantendo o investigado preso
A atuação em campo foi coordenada pelos Delegados de Polícia Matheus Arnaldo Pereira da Silva, Higor Vinícius Nogueira Jorge e Marcelo Sales França //Foto: Assessoria de Comunicação
A atuação em campo foi coordenada pelos Delegados de Polícia Matheus Arnaldo Pereira da Silva, Higor Vinícius Nogueira Jorge e Marcelo Sales França //Foto: Assessoria de Comunicação

A Justiça decretou a prisão preventiva do investigado de 38 anos, preso em flagrante durante a Operação “Colateral”, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Fé do Sul com foco no combate ao comércio ilegal de “canetas emagrecedoras” e substâncias correlatas, divulgadas e ofertadas principalmente por redes sociais e aplicativos de mensagens.

A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada em Araçatuba/SP, mantendo o investigado preso. Segundo as autoridades, a medida cautelar visa resguardar a ordem pública e a regularidade da instrução criminal, enquanto as investigações avançam.

Operação “Colateral” e o que está sendo apurado. O inquérito policial instaurado há pouco mais de um mês, investiga suspeitos de comercializar produtos anunciados como tirzepatida e outros similares, introduzidos clandestinamente no Brasil, sem controle sanitário e sem garantia de procedência. Nesta fase da operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de localizar medicamentos, dispositivos, embalagens, registros de venda e materiais que auxiliem na identificação da cadeia de fornecimento.

A atuação em campo foi coordenada pelos Delegados de Polícia Higor Vinícius Nogueira Jorge, Marcelo Sales França e Matheus Arnaldo Pereira da Silva, com participação de policiais civis da CPJ de Santa Fé do Sul, além de equipes da DISE, DIG e Delegacia Seccional de Polícia de Jales.

Materiais apreendidos.  Durante as diligências que culminaram na prisão de O.C.A.P., foram apreendidos aparelhos celulares, dinheiro em espécie, além de seringas/agulhas e frascos/ampolas identificados como “tirzepatida”, que serão submetidos à análise e às providências legais. A Polícia Civil também busca apreender registros de vendas, conversas, comprovantes de envio e recebimento e outros elementos que indiquem a origem e o destino das remessas, bem como possíveis intermediários.

Risco à saúde pública.  A operação recebeu o nome “Colateral” em razão do risco concreto à saúde pública atribuído ao mercado clandestino. Por se tratar de produto sem rastreabilidade e sem controle oficial, há dúvidas sobre o que, de fato, pode estar sendo injetado — incluindo substância, concentração, diluentes e condições de fabricação.

As autoridades alertam para riscos como falsificação ou adulteração, contaminação por manuseio e envase sem condições adequadas e deterioração no transporte sem refrigeração e armazenamento clandestinos, especialmente quando há necessidade de temperatura controlada e proteção contra luz.

Possíveis enquadramentos criminais. No plano criminal, conforme o avanço do conjunto probatório, os fatos podem configurar, em tese, crimes como contrabando e delitos relacionados a produto terapêutico ou medicinal, sem prejuízo de apurações sobre outras infrações eventualmente conexas. A Polícia Civil ressalta que a tipificação final depende da conclusão das diligências, laudos e análises do material apreendido.

Alerta à população.  A Polícia Civil orienta que a população não adquira medicamentos por redes sociais, grupos de mensagens ou vendedores informais. Medicamentos devem ser obtidos apenas em estabelecimentos regulares, com prescrição e acompanhamento profissional quando exigido, pois o uso de produto clandestino pode causar reações adversas graves e danos à saúde.

  • Assessoria de Comunicação

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