“Porta-Vozes do Lula” reedita campanha de controle da narrativa

Petistas de alto escalão divulgaram em suas redes sociais, nesta terça-feira (9), uma campanha com o objetivo declarado de tentar controlar a narrativa e impor a “verdade” do partido nas redes sociais, em um clima de gincana ou de videogame. O “Porta-Vozes do Lula” convoca a militância para integrar um grupo de WhatsApp no qual o simpatizante recebe “tarefas diárias” de divulgação das iniciativas do governo Lula, que devem ser disseminadas nos grupos de amigos e familiares.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), admite que o PT estaria perdendo e fala em “virar o jogo” para as próximas eleições em outubro. Segundo ele, pesaria a favor da direita — que, de acordo com o ministro, tem “mais engajamento” — o algoritmo das big techs, que favoreceria as teses daquele campo político. Também de acordo com Boulos, haveria uma “unidade narrativa” que organiza a “batalha digital” na direita, algo que ele não vê na esquerda.

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Ao lançar o Porta-Vozes do Lula, Boulos projeta uma organização de discurso entre os apoiadores do campo político através do grupo de WhatsApp da campanha. “Aí a gente vai ter o volume para disputar a narrativa que a gente quer colocar”, disse Boulos em um vídeo no X.

Dirceu quer “desmontar mentiras”

Outro petista famoso a divulgar a campanha foi o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. De acordo com ele, seria necessário unir-se para “desmontar as mentiras” e dizer quem defenderia um “Brasil democrático”.

“Vamos juntos contar a nossa história, a história do Brasil, a história do Lula”, disse Dirceu, também em vídeo nas redes sociais. O participante recebe pontos a cada novo integrante que conseguir para o grupo.

A iniciativa já tinha sido lançada em abril pelo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva. No entanto, segundo apurou a Gazeta do Povo, diante de pesquisas que mostram como o partido não tem conseguido impor sua narrativa sobre o escândalo financeiro do banco Master, surgiu a ideia de relançar a campanha como se fosse inédita para tentar pautar o debate público e, assim, acabar por reeleger Lula como presidente.

“Nós estamos em um momento crucial da pré-campanha. Precisamos mostrar para cada brasileira e cada brasileiro as obras em todos os estados, as entregas do Presidente Lula, a reconstrução do país e o fortalecimento da democracia”, declarou Edinho na época.

Fonte: Gazeta do Povo

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