Passado condena? Por que medida do Detran não te salva de carro adulterado

Ainda assim, considero essa uma informação interessante para ajudar na análise de um carro usado — desde que ela seja interpretada com cautela. Recentemente, avaliamos um modelo 2014 e consultamos seu histórico no Detran. Em 2017, ele aparecia com apenas 8 mil quilômetros rodados. Depois, em 2021, o registro saltava para cerca de 43,5 mil quilômetros, com o último apontamento daquele mesmo ano marcando 44 mil. Hoje, o carro está com 76 mil quilômetros no painel.

O que isso prova? Na prática, absolutamente nada. O único dado concreto é que não existe, no histórico oficial, nenhum registro superior ao que aparece atualmente no painel. Mas isso não significa que a quilometragem exibida seja necessariamente verdadeira. O carro pode, por exemplo, já ter ultrapassado os 100 mil quilômetros e ter tido o odômetro reduzido para os atuais 76 mil.

Por isso, esse histórico deve ser usado apenas como mais uma ferramenta de análise, nunca como prova definitiva da originalidade da quilometragem. O ideal é cruzar essas informações com registros de manutenção, carimbos no manual, notas fiscais de revisões e outros documentos que ajudem a entender a trajetória do veículo ao longo dos anos.

No fim das contas, o histórico do Detran pode ajudar bastante, mas está longe de ser uma garantia absoluta contra fraudes.



Fonte: UOL

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