Joan Mir revelou que deixará a Honda ao final da temporada 2026 da MotoGP, após ficar frustrado com o silêncio da fabricante sobre seus planos para a era dos protótipos de 850 cc.
Em meio a fortes especulações durante o fim de semana do GP da Catalunha ligando-o a uma transferência para a Gresini Ducati em 2027, Mir confirmou que encerrará sua relação com a Honda, que começou em meio à pior fase da equipe em 2023.
“Sobre esse assunto, como vocês podem entender, não posso dizer nada”, afirmou. “O que posso dizer é que, depois de Jerez, decidi não continuar na Honda; isso é verdade, não vou continuar lá”, revelou.
A equipe oficial da HRC fechou contrato com o campeão de 2021, Fabio Quartararo, antes mesmo do início da temporada atual, enquanto há muito se especula que a estrela em ascensão David Alonso dará o salto vindo da Moto2.
Tal mudança deixaria os dois pilotos atuais, Mir e Luca Marini, sem vaga no programa da Honda na MotoGP, já que Johann Zarco e Diogo Moreira já têm contratos de longo prazo com a equipe satélite, a LCR.
As ambições da Honda de expandir para seis motos poderiam ter dado a Mir uma chance, mas a Tech3 confirmou na manhã de sábado que continuará sua relação de longa data com a KTM no próximo ciclo de regras da MotoGP, fechando essa porta para o campeão de 2020.
Embora não tenha especificado seus planos exatos, Mir disse que a falta de comunicação da Honda o levou a tomar a decisão no mês passado, com poucas vagas disponíveis em outras equipes do grid.
Joan Mir, Honda HRC
Foto: JOSE JORDAN/AFP via Getty Images
“Em Jerez, não tive nenhuma notícia da direção da Honda sobre para onde eu iria, e o que está claro é que eu não mereço isso”, disse Mir quando questionado pelo Motorsport.com se a decisão foi mútua. “É por essa razão que decidi que não queria continuar aqui. O resto será visto mais tarde”.
No final de 2023, o então companheiro de equipe de Mir, Marc Márquez, rescindiu seu contrato com a Honda para se juntar à Gresini, apesar de não ter recebido uma oferta salarial da equipe satélite da Ducati.
A mudança acabou sendo um golpe de mestre, pois, após voltar a vencer, ele garantiu uma vaga na equipe oficial da Ducati e conquistou seu sétimo título da MotoGP em 2025.
Questionado se faria o mesmo para prolongar sua carreira na categoria rainha – e, potencialmente, conseguir uma moto mais competitiva -, Mir respondeu “sim, agora eu faria”, mas não esclareceu se realmente iria correr sem remuneração em 2027.
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