No dia 12 de setembro, foi lançado o livro Palmeira D’Oeste: onde a uva tem história, sabor e identidade, de autoria de Alessandro Lemos de Oliveira, professor de Geografia do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). A atividade ocorreu no estande do Sebrae na tradicional Feira da Uva do município, com a presença de autoridades e produtores rurais.
A obra reúne os resultados do projeto “Diagnóstico de potencial de Indicação Geográfica para a uva de Palmeira D’Oeste”, executado entre 2023 e 2024 pelos professores de Geografia Alessandro Lemos de Oliveira e Alexandre Fornaro, com apoio da estudante Mariana Pires Almeida. O inventário produzido sobre a uva de Palmeira D’Oeste sistematiza informações históricas, produtivas e territoriais.
“O livro é base para pedido da Indicação Geográfica da uva de Palmeira D’Oeste”, afirmou o professor Alessandro. “O material levanta memória dos anos 1960 até a atualidade e surpreendeu positivamente até mesmo viticultores antigos da região”, disse. O projeto que resultou no livro teve apoio da Agência de Inovação e Transferência de Tecnologia (INOVA) do IFSP.
Colaboraram com o projeto que gerou o livro o Escritório Regional (ER) Votuporanga do Sebrae, que desde 2020 impulsiona e acompanha as discussões e o desenvolvimento da ideia, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Prefeitura Municipal de Palmeira D’Oeste-SP, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem regional administrativa no município e mantém a Estação Experimental de Viticultura Tropical (EVT) na cidade de Jales-SP, a 30 Km de Palmeira D’Oeste-SP, e a Cooperativa Agropecuária de Palmeira D’Oeste (COOAPALM). Também participou a Associação dos Produtores Rurais de Palmeira D’Oeste e Região.
O livro pode ser baixado gratuitamente pelo site do Campus Votuporanga: vtp.ifsp.edu.br/uva

Palmeira D’Oeste-SP. O município está localizado a 615 Km da capital e é quinto maior produtor de uva do estado, com destaque para os cultivares Benitaka e Núbia, conhecidas como uvas de mesa. Na safra 2021/2022, sua produção foi de quase 9 toneladas de uva, tendo correspondido a mais de 55% da Regional Jales-SP, que inclui 22 municípios no total.
O potencial de benefícios da Indicação Geográfica (IG) a produtores inclui a melhoria da qualidade dos produtos, o ganho de mercado a partir da identificação de consumidor e o reconhecimento internacional, entre outros.