Kast quer que Forças Armadas atuem no combate ao crime organizado no Chile

O presidente do Chile, José Antonio Kast, de direita, quer que as Forças Armadas atuem no combate ao crime organizado e ao terrorismo em áreas específicas do país. Segundo o governo chileno, a intenção não é transformar os militares em uma força policial permanente, mas permitir que eles sejam empregados de forma excepcional em operações determinadas, como para o controle territorial, inteligência, vigilância e apoio às demais forças de segurança.

A medida integra a Agenda contra o Crime Organizado e o Terrorismo (ACOT), pacote de segurança lançado pelo governo Kast que reúne uma reforma constitucional e uma série de projetos destinados a ampliar as ferramentas das autoridades contra organizações criminosas.

A reforma criaria um novo tipo de estado de exceção constitucional para áreas onde exista uma grave deterioração da segurança. De acordo com o ministro da Segurança, Martín Arrau, o mecanismo poderia ser aplicado de maneira localizada, abrangendo desde um bairro ou conjunto de ruas até regiões rurais onde haja forte atuação do crime organizado ou de grupos terroristas.

Nesse cenário, as autoridades poderiam adotar medidas que normalmente não estão disponíveis em situações regulares de segurança. Entre elas estão restrições temporárias à circulação e às reuniões, eventual imposição de toque de recolher e a interceptação de telecomunicações em áreas onde existam indícios de atuação de organizações criminosas.