Guerra comercial de Trump e Canadá ameaça agenda de Mamdani

O prefeito socialista de Nova York, Zohran Mamdani, está prestes a se tornar uma das primeiras “vítimas” da guerra comercial entre os governos de Donald Trump e do primeiro-ministro canadense Mark Carney. Isso porque, em um cenário de embate econômico nacional, a relação comercial entre dois governos tende a sofrer baixas, prejudicando indiretamente a agenda progressista do governante nova-iorquino, que prometeu em sua campanha pesados investimentos em programas sociais e de assistência. Um dos primeiros impactos está associado às políticas de Mamdani voltadas para habitação pública e infraestrutura urbana. A guerra tarifária de Trump prevê maiores custos à importação de commodities canadenses, como o aço e o alumínio, o que irá encarecer drasticamente os custos de construção dentro dos EUA e, consequentemente, afetará a cidade de Nova York. Analistas apontam à Gazeta do Povo outros prejuízos à agenda socialista do governante municipal. O economista Igor Lucena, doutor em Relações Internacionais, relembra que a cidade de Nova York importa bilhões de dólares em produtos e serviços do Canadá, país com o qual faz fronteira. “A partir do momento em que o presidente Donald Trump cria uma guerra comercial e o Canadá revida, muitos produtos que Nova York importa – falamos aqui de energia, de alimentos, mais de US$ 20 bilhões importados por ano – ficam mais caros e colocam em xeque as políticas de subsídio que estão sendo apresentadas pelo prefeito”, explica o economista. Lucena cita como exemplo as mercearias públicas, uma das principais políticas alimentares anunciadas por Mamdani com o objetivo de frear a inflação e garantir o acesso a alimentos básicos de qualidade para famílias de baixa renda, e o aumento de impostos, que provocou um êxodo populacional de nova-iorquinos. “Tudo isso fica mais caro em um momento em que Nova York precisaria de mais dinheiro para financiar essas políticas. Essa situação leva a cidade a buscar mais dinheiro do estado, o que complica cada vez mais a situação”, acrescenta. Por sua vez, o analista Márcio Coimbra, CEO da Casa Política, vê impactos indiretos na agenda socialista de Mamdani com a guerra comercial, apesar de avaliar que o desgaste econômico com o Canadá funcionaria como um freio para a agenda do democrata sem, contudo, paralisá-la. “O motor desse impacto seria o garrote fiscal que o enfraquecimento do turismo e dos negócios transfronteiriços causaria nas finanças do estado de Nova York. Como o Canadá é o principal emissor internacional de visitantes e um parceiro comercial vital, a queda nas viagens de negócios e no consumo corrói a arrecadação de impostos sobre vendas, serviços e ocupação hoteleira”, diz Coimbra. Como consequência, segundo o analista, uma receita estadual mais enxuta afetaria diretamente a prefeitura, pois as propostas mais ambiciosas do socialista, como a expansão do transporte público gratuito e os grandes aportes em habitação social, dependem do aval orçamentário e do cofinanciamento do governo estadual. Relembre a guerra comercial No final de agosto, o presidente Donald Trump anunciou uma escalada comercial com o Canadá, com uma tarifa de 50% sobre automóveis e peças que entrará em vigor a partir do ano que vem. A medida foi anunciada depois que os dois países não chegaram a um acordo e novas tarifas americanas de 50% sobre determinados produtos canadenses passaram a valer naquele mesmo mês. Os impostos devem afetar cerca de 5% das exportações anuais do Canadá para os EUA, abrangendo produtos como vinho, tacos de hóquei, cimento, produtos de papel e têxteis. Em resposta, o Canadá prometeu revidar “dólar por dólar” a partir do dia 8, aplicando taxas que variam de 15% a 50% sobre cerca de 28 bilhões de dólares canadenses (aproximadamente US$ 20 bilhões) em produtos importados dos EUA. A lista inclui aço, laticínios, eletrodomésticos e uma série de outras mercadorias. Trump acusou o país vizinho de “se aproveitar dos EUA no comércio há muito tempo”. Em relação à questão econômica, ele destacou que Washington vem defendendo o Canadá “de graça”. Fonte: Gazeta do Povo

Vaquinha para pais de Lindsay Clancy ultrapassa R$ 6 milhões

Uma vaquinha virtual criada para ajudar os pais de Lindsay Clancy, a mulher que está sendo julgada por matar seus três filhos nos EUA, ultrapassou a marca de US$ 1,19 milhão — mais de R$ 6,1 milhões. De acordo com informações da própria campanha, a meta passou a ser de US$ 3 milhões após a anulação do julgamento pela Justiça. Clancy é ex-enfermeira, tem 36 anos e enfrenta três acusações de assassinato pela morte por estrangulamento dos filhos Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses, em 24 de janeiro de 2023, na sua residência em Duxbury, Massachusetts. Ela tentou se suicidar ao saltar de uma janela do segundo andar da casa, o que a deixou paraplégica. VEJA TAMBÉM: Julgamento de mulher que matou filhos revela poder da ideologia Juiz anula julgamento de Lindsay Clancy A “Musgrove Family Fund” foi criada para ajudar os pais de Lindsay, que precisam custear tanto a sua permanência ao lado da filha quanto o tratamento psiquiátrico dela. A campanha explica que, embora eles morem em Connecticut, precisam viajar constantemente para o estado de Massachusetts. Apoio financeiro e mensagens “Suas vidas ficaram, em grande medida, suspensas enquanto continuam a exercer o papel de pais: estar presentes com a filha diante do inimaginável”, diz o texto de apresentação. Ainda de acordo com a página, Mike e Paula Musgrove consentiram com o recebimento das doações e são os únicos beneficiários. “Não pedimos que concordem com Lindsay; trata-se apenas de dar a eles alguma estabilidade financeira diante de algo que nem podemos começar a imaginar”, prossegue o texto. As contribuições variam entre US$ 10 (cerca de R$ 53) e US$ 30 (cerca de R$ 150), mas algumas chegaram à casa dos milhares de dólares. Além das doações, várias pessoas enviaram mensagens de apoio a Lindsay. Uma moradora de Melrose, Massachusetts, escreveu: “Meu coração está com Lindsay e seus pais. Não posso imaginar quão profunda é a dor desta família”. Outro apoiador, de Houston, Texas, afirmou: “Lindsay, se eu acreditasse que você fez o que dizem que fez, eu diria. Eu sou esse tipo de amigo. Mas as provas são importantes, e não acredito que elas mostrem que você cometeu esses atos”. Anulação do júri Nesta sexta, um juiz federal dos Estados Unidos declarou a anulação do julgamento de Lindsay Clancy devido à incapacidade do júri de atingir um veredito unânime, além da rejeição de um recurso de emergência apresentado pela defesa. A decisão ocorreu no sétimo dia de deliberações em um tribunal da cidade de Plymouth. Antes do anúncio final, o advogado de Clancy, Kevin Reddington, apresentou uma apelação ao tribunal supremo estadual, mas o recurso foi negado. Argumento da defesa: surto psicótico Reddington argumentou na audiência que um dos jurados não estava seguindo as instruções de deliberação, bloqueando um veredito que, de outro modo, teria sido unânime. No entanto, a magistrada não acatou o pedido do advogado. A decisão de anular o processo veio após o júri de 12 pessoas se declarar oficialmente incapaz de chegar a um consenso. “Comunicamos com pesar que não podemos chegar a uma decisão unânime e não seremos capazes de fazê-lo”, declarou o júri, segundo a agência EFE. Os jurados tinham a opção de declará-la culpada de assassinato em primeiro ou segundo grau, de homicídio culposo — acusações que implicam responsabilidade penal —, ou de absolvê-la por incapacidade mental. A ré admite que matou os filhos, mas declarou-se inocente da acusação de assassinato. A defesa argumentou que ela sofreu um surto psicótico decorrente de depressão pós-parto e de um acompanhamento psiquiátrico inadequado, enquanto a promotoria sustentou que ela agiu de forma consciente. Futuro do caso e próximos passos Após a anulação, Clancy — que continua respondendo às acusações de assassinato — deverá retornar à internação psiquiátrica, onde permanece sob custódia desde que foi presa, em 2023. A partir de agora, abrem-se três caminhos possíveis: a promotoria pode processá-la novamente (levando a um novo julgamento), arquivar o caso ou buscar um acordo com a defesa. O juiz agendou uma audiência para o dia 29 de setembro, ocasião em que as partes deverão definir o futuro do processo. Fonte: Gazeta do Povo

Brasileiro Feminino: Flamengo encara São Paulo em uma das semifinais

Um dos confrontos pelas semifinais da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol está definido. Neste sábado (5), Flamengo e São Paulo levaram a melhor nos respectivos confrontos pelas quartas de final e serão adversários por um lugar na decisão. Na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), as Meninas da Gávea seguraram o empate por 2 a 2 com a Ferroviária, atuando mais da metade do segundo tempo com uma jogadora a menos diante do time que passou de fase com a quarta melhor campanha. A partida foi transmitida ao vivo pela TV Brasil. As rubro-negras, que avançaram ao mata-mata na quinta posição, beneficiaram-se da vitória por 1 a 0 na partida de ida, uma semana antes, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Desde 2019, a equipe carioca, campeã em 2016, não chegava às semifinais do Brasileirão. Pressionando desde o começo, o Flamengo foi recompensado pela postura logo aos 11 minutos. A ponta Fabi Simões foi acionada na entrada da área pela meia Fernanda e bateu no ângulo esquerdo de Luciana. A goleira ainda encostou na bola, mas não conseguiu defender. A resposta da Ferroviária veio quatro minutos depois. A zagueira Flávia Mota tentou evitar a saída da bola pela linha lateral e foi desarmada por Dos Santos. Desde a ponta esquerda, ela lançou a também atacante Thayslane, que teve calma na área para deslocar a goleira Vivi e deixar tudo igual. Aos 19, as Guerreiras Grenás tomaram a frente no placar. Desta vez, Thayslane escapou da zagueira Núbia pela direita e cruzou. A lateral Fátima Dutra ajeitou de cabeça e Dos Santos, no meio da área, chutou de primeira, marcando um bonito gol na Fonte Luminosa. As Meninas da Gávea reagiram e empataram aos 30 minutos. A meia Djeni, na sequência de uma troca de passes, encontrou Jucinara invadindo a área pela esquerda. A lateral recebeu, levou a bola para a perna direita e mandou para as redes de Luciana. Na etapa final, logo aos três minutos, o Flamengo ficou com uma jogadora a menos. A lateral Monalisa deu uma entrada forte em cima de Fátima Dutra e recebeu o segundo cartão amarelo, sendo expulsa. A Ferroviária se lançou ao ataque para aproveitar a superioridade numérica. Aos 25 minutos, Fátima Dutra foi acionada pela esquerda, dentro da área, e acabou caindo em disputa de bola com Flávia Mota. A árbitra Ruthyanna Medeiros da Silva, inicialmente, deu pênalti, mas após ver o lance no vídeo, cancelou a marcação. Aos 39, as Guerreiras Grenás até balançaram as redes mais uma vez, com Rhaissa, na sobra de um chute da lateral Kati que acabou desviado pela zaga. O gol, no entanto, foi anulado por impedimento da atacante. Nos acréscimos, o clube paulista ainda acertou o travessão em finalização da zagueira Monique, que Vivi ainda desviou. Foi a última chance real das anfitriãs. No fim, a festa foi rubro-negra em Araraquara. São Paulo na briga A cerca de 180 quilômetros dali, em Campinas (SP), o São Paulo venceu o Grêmio por 2 a 0 no Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Na partida de ida, há uma semana, os tricolores ficaram no zero no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS). Os gols saíram todos no fim do segundo tempo. Aos 44 minutos, a lateral Carol Gil recebeu pela direita e cruzou. Em meio ao bate-rebate na área, a bola sobrou com a atacante Giovanna Crivelari, que finalizou no canto esquerdo da goleira Sol. As Mosqueteiras partiram com tudo para o ataque nos minutos finais em busca do empate, mas cederam espaço para o contra-ataque que decidiu o confronto. Aos 50, já nos acréscimos, Kesia avançou da direita para o centro e abriu na esquerda para a também atacante Vi Amaral, que chutou cruzado para fazer o gol da classificação. Dono da melhor campanha da primeira fase, o São Paulo terá a vantagem do mando de campo no jogo de volta do confronto diante do Flamengo. Desde que subiram à Série A1, em 2020, as Soberanas ficaram fora das semifinais somente em 2021, quando caíram nas quartas de final. As tricolores alcançaram a final em 2024, sendo vices para o Corinthians. Bahia faz história O primeiro classificado às semifinais do Brasileirão Feminino foi o Bahia. Na noite da última sexta-feira (4), as Mulheres de Aço derrotaram o Palmeiras por 5 a 4, nos pênaltis, após empate por 1 a 1 na Arena Barueri durante o tempo normal. A ponta Raissa Bahia abriu o marcador para as Palestrinas e a lateral Dan igualou para as visitantes. O duelo foi transmitido ao vivo pela TV Brasil. É a primeira vez que o Tricolor baiano se coloca entre os quatro primeiros. Além disso, desde 2015 um clube do Nordeste não alcançava as semifinais do principal torneio do futebol de mulheres do país. Na ocasião, a região foi representada pelo Tiradentes-PI, em outro formato de disputa. A heroína do Bahia foi Yanne. Na última segunda-feira (31), quando as equipes ficaram no 1 a 1 na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, a goleira já tinha defendido um pênalti de Bia Zaneratto. Em Barueri (SP), a camisa 12 das Mulheres de Aço brilhou na disputa de penalidades, salvando o chute de Taina Maranhão. A também atacante Cassia fez o gol da classificação tricolor. As baianas aguardam quem passar no confronto entre Corinthians e Cruzeiro, que se reencontram nesta segunda-feira (7), às 17h (horário de Brasília), no Canindé, em São Paulo. No jogo de ida, uma semana antes, o time paulista venceu por 1 a 0 na Arena Independência, em Belo Horizonte, com gol da atacante Vic Albuquerque. As Brabas têm a vantagem do empate na partida de volta. As Cabulosas têm de ganhar por dois ou mais gols de diferença para se classificarem no tempo normal. Caso as mineiras igualem o placar agregado, a vaga às semifinais será decidida nos pênaltis. Fonte: Agência Brasil

Bahia abre 26ª rodada do Brasileirão com triunfo sobre o Bragantino

O Bahia emplacou a terceira vitória seguida no Campeonato Brasileiro. Neste sábado (5), o Esquadrão de Aço derrotou o Red Bull Bragantino por 3 a 2 no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP), na partida que abriu a 26ª rodada da competição. O Tricolor foi a 43 pontos, garantindo mais uma rodada na zona de classificação à Libertadores, que engloba os cinco primeiros colocados – o chamado G-5. O Massa Bruta, que sofreu a segunda derrota em sequência, segue com 35 pontos, perdendo a oportunidade de se aproximar do próprio rival baiano e estacionando no nono lugar. O primeiro tempo no interior paulista foi bem movimentado, com quatro gols. Aos 13 minutos, o meia Lucas Barbosa aproveitou a assistência do atacante Wallace Yan, ex-Flamengo e reforço anunciado esta semana, para colocar o Bragantino em vantagem. O empate do Bahia saiu aos 33 minutos, em pênalti batido pelo lateral Luciano Juba. Cinco minutos depois, o volante Rodrigo Nestor cobrou escanteio e o atacante Alejo Véliz, de cabeça, virou o placar. Nos acréscimos, porém, o zagueiro Santiago Mingo, conta, igualou de novo o placar. O Esquadrão sacramentou os três pontos na etapa final. Aos quatro minutos, Rodrigo Nestor novamente bateu escanteio e o volante Erick cabeceou para as redes, dando números finais ao confronto em Bragança Paulista. O Massa Bruta tenta a reabilitação no Brasileirão no próximo sábado (12), às 20h30 (horário de Brasília), contra o Botafogo, no Nilton Santos. Na outra segunda-feira (14), às 20h, o Bahia pega o Remo na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, na busca pelo quarto triunfo em sequência. Futebol é Nacional Neste domingo (6), às 16h (horário de Brasília), o Remo recebe o Flamengo no Mangueirão, em Belém. A Rádio Nacional transmite o duelo ao vivo. O Rubro-Negro, com 51 pontos, pode assumir provisoriamente a liderança se vencer e pressionar o Palmeiras, que tem 52 pontos e joga em seguida, às 18h30, diante do Botafogo, no Rio de Janeiro. O Leão Azul, com 23 pontos, luta para sair da zona de rebaixamento, o Z-4, que envolve os quatro piores times da competição. Fonte: Agência Brasil

Governo espanhol contraria Ceuta e deve dar tendas a imigrantes ilegais

O governo espanhol assumiu neste sábado (5) o controle da área portuária da cidade de Ceuta e deve instalar tendas para imigrantes ilegais, contrariando a vontade dos moradores locais, informou a agência EFE. As estruturas vão acolher mais de mil dos imigrantes que permanecem no território após cruzarem ilegalmente a fronteira vindos do Marrocos em julho.Muitos deles retornaram por vontade própria ao seu país de origem. No entanto, milhares seguem na cidade espanhola: muitos vivem em barracos improvisados na praia e outros estão espalhados pelo município. VEJA TAMBÉM: Manifestantes pedem renúncia de premiê por crise migratória Trump diz que Espanha está arruinada por crise migratória O número exato de migrantes que restam em Ceuta não é claro. Segundo o governo espanhol, o contingente seria de 5 mil pessoas, mas o governo local de Ceuta afirmou, em 1º de setembro, que o número oscila entre 8 mil e 9 mil. Algumas ONGs elevam a estimativa para até 20 mil. A decisão de assumir o controle do porto ocorre após o Conselho de Administração da Autoridade Portuária de Ceuta — controlado pela cidade autônoma — ter votado, na última sexta-feira, contra a instalação das estruturas solicitadas pela Secretaria de Estado de Migrações. A solicitação tinha como objetivo “a instalação temporária dos elementos necessários para o desenvolvimento das funções legalmente atribuídas à Direção-Geral de Atenção Humanitária e do Sistema de Acolhimento de Proteção Internacional”, detalha a ordem oficial. Moradores e empresários são contra Moradores dos bairros Junta de Obras do Porto e Parques de Ceuta, próximos ao porto, exigiram a “paralisação imediata” das obras de construção do espaço de acolhimento. Em comunicado conjunto, manifestaram “indignação e profunda preocupação” com a medida. A Confederação de Empresários de Ceuta (CECE) afirmou que o governo espanhol deveria respeitar a decisão do Conselho de Administração da Autoridade Portuária de não destinar terrenos do porto para o acampamento. Por meio de nota, a organização demonstrou “apoio firme e sem reservas” à posição da Autoridade Portuária e exigiu que o governo descarte qualquer iniciativa para ceder, preparar ou utilizar terrenos no abrigo de migrantes em situação irregular. A ordem assinada por Puente indica que “a ocupação se materializará mediante a instalação, em caráter provisório, de tendas e outros espaços destinados a zonas de descanso, enfermaria e dispensário, bem como de áreas para atendimento, intervenção social e serviços de saúde”. Entre as pessoas que cruzaram a fronteira em julho, a Polícia Nacional já colocou 1,5 mil menores à disposição do governo de Ceuta, segundo o Ministério do Interior. Eles estão abrigados em diferentes centros habilitados para conter a crise migratória. As ONGs No Name Kitchen e Associação Elín, que prestam auxílio aos migrantes na região, denunciaram tratamento desumano por parte do governo espanhol, citando falta de acesso a água e comida, além do uso de violência nas devoluções forçadas ao Marrocos. VEJA TAMBÉM: Espanha diz que Rússia, Israel e direita espalharam “desinformação” Ceuta vive nova onda de tensão Fonte: Gazeta do Povo

Milhares marcham em Londres contra o aborto e enfrentam contraprotesto

No sábado, milhares de ativistas marcharam do Emmanuel Centre, em Westminster, até a Parliament Square como parte de uma manifestação anual organizada pelo grupo pró-vida March For Life UK. A marcha ocorre em meio a um debate contínuo sobre a lei do aborto na Inglaterra, Escócia e País de Gales, com defensores pró-vida pedindo maiores restrições ao aborto e se opondo à legislação que estabelece zonas de exclusão ao redor de clínicas de aborto e hospitais. Ben Thatcher, organizador da March For Life, disse à EWTN News: “Cada vida humana é feita à imagem e semelhança de Deus. O aborto encerra essa vida, e quando o aborto encerra essa vida, estamos diante de uma grande, grande tragédia — algo que afeta não apenas aquela pessoa, mas aquela família e a sociedade e cultura em que vivemos.” Sob a lei atual, os abortos podem geralmente ser realizados até 24 semanas de gestação, sujeitos a certas condições legais. As zonas de exclusão ao redor de clínicas de aborto e hospitais, por sua vez, restringem certas atividades destinadas a influenciar, obstruir ou assediar pessoas que buscam serviços de aborto. “Sinto que é uma absoluta injustiça que uma vida humana feita à imagem de Deus possa ser encerrada e possa ser disfarçada neste slogan de ‘aborto é saúde'”, disse Thatcher. A marcha contou com a presença de 15 bispos católicos, que também celebraram missa na Catedral de Westminster pela manhã antes de se juntarem ao grupo principal. O bispo auxiliar de Southwark, Paul Hendricks, disse à EWTN News: “Apoio a vida em todos os seus estágios. Temos que defender nossos valores. Temos nossos princípios e seguimos Jesus.” O arcebispo de Southwark, John Wilson, disse à EWTN News: “Estou aqui porque acredito na beleza e na dignidade da vida humana. … Estamos unidos em um espírito belo, pacífico e alegre, para dizer que a vida humana importa, que cada vida importa, desde a concepção até a morte natural.” “E em uma cultura desafiadora, quando tantas pessoas, de certa forma, veem a vida como algo mais descartável, você só quer se levantar e ser uma voz para os sem voz”, disse ele. Os participantes cantaram hinos cristãos incluindo “He’s got the whole world in his hands” e a Salve Rainha enquanto marchavam pelas ruas ensolaradas de Londres, carregando faixas com os dizeres: “O aborto machuca a família”, “Proibições ao aborto salvam vidas” e “Entrei na luta”. “Vim aqui hoje para apoiar a vida desde a concepção até a morte natural, dentro de uma cultura onde isso parece não ser mais valorizado… Acho importante me levantar e dizer que a dignidade humana de cada pessoa é que ela é feita à imagem de Deus, não importa quão pequena”, disse o bispo militar Paul Mason à EWTN News. O padre Paul Grogan disse à EWTN News que o aborto é “a questão de direitos humanos mais fundamental do nosso tempo”. “E acho que é uma parte importante de viver nossa fé católica que devemos testemunhar nossa crença na beleza da vida humana, desde o momento da concepção até os momentos de seu fim natural”, disse ele. Centenas também participaram de um contraprotesto pró-escolha, entoando slogans incluindo “aborto é um direito humano”, “nem a igreja, nem o estado, nós decidimos nosso próprio destino”, “fascistas cristãos vão embora” e “mantenham seus rosários longe de nossos ovários”. Tilly Middlehurst, uma ativista pró-escolha e estudante de Cambridge que se tornou amplamente conhecida online após um confronto com o falecido ativista conservador Charlie Kirk, disse à EWTN News que tinha “vindo para proteger nossos direitos como mulheres”. “Quero trazer o máximo de pessoas aqui possível para demonstrar que [ativistas pró-vida] são uma minoria, e eles não pertencem aqui”, disse ela, referindo-se aos milhares de ativistas marchando nas ruas. Antes da marcha, a ativista pró-vida Ruth Price foi recebida com raiva por contramanifestantes do lado de fora do Emmanuel Centre depois de tentar distribuir panfletos pró-vida aos defensores pró-escolha. Price disse à EWTN News: “Eu queria falar com pessoas que estão assassinando crianças pequenas. … Certamente não quis causar nenhum mal a elas. Trabalho com adultos com dificuldades de aprendizagem muito profundas e eles têm vidas que valem a pena. Eles são preciosos aos olhos de Deus, e quero que as pessoas saibam que respeitamos a vida da mãe.” No ano passado, a March For Life de Londres foi frequentada por aproximadamente 10.000 pessoas, de acordo com os organizadores que na sexta-feira à noite aguardavam confirmação dos números esperados para este ano. ©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Thousands attend annual pro-life March For Life UK event in London https://www.ewtnnews.com/world/us/at-london-march-for-life Fonte: Gazeta do Povo

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