
Em 2026, o INSS intensificou a revisão de benefícios, conhecida como “pente-fino”, para verificar se segurados continuam atendendo aos requisitos legais para receber auxílios e aposentadorias. A convocação, porém, não significa cancelamento automático do pagamento e permite ao beneficiário comprovar que permanece dentro das condições exigidas.
Nos benefícios por incapacidade, o instituto utiliza a perícia médica para avaliar se o segurado ainda apresenta impedimentos que impossibilitem o retorno ao mercado de trabalho. A análise considera principalmente o impacto da condição sobre a capacidade profissional e a possibilidade de reabilitação. Assim, a simples existência de uma doença anterior não garante a continuidade do benefício.
Quem pode ser dispensado
A legislação previdenciária estabelece algumas proteções. Estão dispensados das perícias periódicas de revisão os segurados que já completaram 60 anos e aqueles com 55 anos ou mais que acumulam pelo menos 15 anos de recebimento de benefício por incapacidade, considerando auxílio temporário e aposentadoria permanente.
Mesmo nesses casos, a perícia pode ser solicitada para analisar pedido de adicional de 25% por necessidade de assistência permanente, investigar suspeitas de fraude ou quando houver solicitação do próprio beneficiário. O STF também definiu que o INSS pode revisar administrativamente benefícios concedidos pela Justiça, desde que seja respeitado o devido processo legal.
Atenção ao BPC
Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) precisa ficar atento ao Cadastro Único. A Ação de Qualificação Cadastral de 2026 exige que famílias com informações desatualizadas regularizem os dados dentro do prazo determinado.
Nesse caso, a suspensão não ocorre por perícia médica, mas pela falta de atualização das informações familiares. Os avisos oficiais podem chegar pelo aplicativo do Cadastro Único, por cartas ou pelos extratos de pagamento.
Como evitar problemas
Ignorar uma convocação oficial pode levar à suspensão do benefício. Por isso, quem for chamado para perícia deve manter documentos atualizados, incluindo identificação com foto e CPF, laudos médicos recentes, exames, relatórios de internação, prescrições e registros sobre a evolução clínica e as limitações funcionais.
Manter o prontuário organizado ajuda o segurado a apresentar ao perito as informações necessárias para demonstrar que a condição que fundamenta o benefício continua presente. Também é importante acompanhar regularmente a situação nos canais oficiais do INSS.
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