Hábito simples pode trazer benefícios contra 13 tipos de câncer

Trocar alguns minutos de sedentarismo por movimento pode fazer diferença para a saúde. Um estudo publicado na revista científica BMC Medicine encontrou associação entre a prática de atividades físicas, inclusive por períodos bastante curtos, e um menor risco de um grupo de 13 tipos de câncer relacionados à inatividade física.

Entre as possibilidades analisadas pelos pesquisadores, a atividade vigorosa apresentou a associação mais forte. Apenas três minutos adicionais por dia, no lugar de períodos de menor intensidade, sono ou comportamento sedentário, foram relacionados a uma redução de aproximadamente 4% no risco do conjunto de cânceres estudados. Atividades como subir escadas rapidamente, correr para pegar um ônibus ou carregar sacolas pesadas podem entrar nessa categoria.

O resultado não significa que três minutos de exercício sejam suficientes para prevenir o câncer. O trabalho é observacional e utilizou modelos estatísticos para estimar associações entre diferentes formas de distribuir as 24 horas do dia. Os próprios autores afirmam que novas pesquisas são necessárias para confirmar os efeitos de mudanças específicas de comportamento ao longo do tempo.

Como o estudo foi realizado

Os cientistas analisaram dados de 59.218 participantes do UK Biobank, banco de informações de saúde do Reino Unido. A idade média era de 61,7 anos, e 55% da amostra era formada por mulheres. Os movimentos foram registrados por dispositivos usados no pulso e os participantes foram acompanhados por uma mediana de oito anos. Nesse período, foram identificados 2.385 casos de câncer incluídos na análise.

Os pesquisadores avaliaram quanto tempo cada pessoa passava dormindo, sentada, em pé ou em movimento. Também separaram as atividades de acordo com a intensidade, classificando-as como leves, moderadas ou vigorosas.

O estudo considerou um conjunto de 13 cânceres previamente associados à atividade física: bexiga, cólon, endométrio, cárdia gástrica, cabeça e pescoço, rim, fígado, mama, pulmão e reto, além de mieloma, adenocarcinoma de esôfago e leucemia mieloide.

Mais movimento foi associado a menor risco

Não foram apenas as atividades intensas que apresentaram resultados positivos. Substituir 15 minutos de sono ou de comportamento sedentário por 15 minutos de movimento de qualquer intensidade esteve associado a uma redução de cerca de 2% no risco de câncer.

Ficar mais tempo em pé também apresentou associação favorável, embora fosse necessário um período maior para alcançar resultado semelhante. Segundo os cálculos, aproximadamente 30 minutos em pé no lugar de tempo sentado ou dormindo produziram uma redução comparável à obtida com 15 minutos de movimento.

Na direção contrária, substituir 30 minutos de movimento por meia hora de comportamento sedentário esteve relacionado a um risco 8% maior de câncer.

Os pesquisadores observaram ainda que a intensidade parece ter peso relevante. No modelo estatístico, três minutos de atividade vigorosa apresentaram uma associação com redução de risco semelhante à observada apenas com períodos muito maiores de atividade leve.

Os autores reforçam, porém, que os números não devem ser interpretados como uma receita individual de prevenção. O câncer tem diversas causas e fatores de risco, e as associações também variaram entre os diferentes tipos da doença. No caso do câncer de mama, por exemplo, a análise específica não encontrou associação significativa.

Tratamento injetável apresenta resultados contra câncer de cabeça e pescoço
Outro estudo recente trouxe resultados promissores para pacientes com câncer recorrente ou metastático de cabeça e pescoço que já não respondiam aos tratamentos convencionais.

O medicamento amivantamabe, administrado por uma injeção sob a pele, reduziu tumores em 43 dos 102 pacientes avaliados no ensaio clínico OrigAMI-4. Em 15 participantes, os tumores desapareceram completamente nos exames, enquanto outros 28 apresentaram resposta parcial.

A pesquisa envolveu 55 hospitais de 11 países e incluiu pessoas cujo câncer havia continuado a progredir mesmo após imunoterapia e quimioterapia à base de platina. Os resultados foram publicados no Journal of Clinical Oncology.

O amivantamabe não é uma vacina. Trata-se de um anticorpo monoclonal biespecífico que atua sobre as proteínas EGFR e MET, relacionadas ao crescimento e à resistência de células tumorais, e também estimula a atuação do sistema imunológico contra o tumor.

Segundo o Institute of Cancer Research, de Londres, os resultados justificam novos estudos com o medicamento. Um ensaio clínico de fase 3 está em andamento para avaliar a eficácia do tratamento em uma população maior antes que seu uso possa ser considerado para essa indicação de forma mais ampla.

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O ator explicou que atualmente está curado, mas que o período foi conturbado. Além de enfrentar a doença, também precisou lidar com a morte da mãe, que morreu de câncer pouco após ele concluir o tratamento.

Folhapress | 20:45 – 13/08/2026

Fonte: Notícias ao Minuto

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