
O G7, grupo das economias mais desenvolvidas do mundo, anunciou nesta sexta-feira (2) que realizará uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de diesel e outras reservas por meio da Agência Internacional de Energia (AIE), com o objetivo de baixar os preços.
De acordo com informações da agência Reuters, a medida foi confirmada em um comunicado conjunto dos líderes do G7 divulgado pelo gabinete do presidente francês, Emmanuel Macron.
“Implementaremos nossos compromissos com uma liberação coordenada, por meio da AIE, de 100 milhões de barris, com início imediato e duração de quatro meses, incluindo uma liberação substancial e antecipada de diesel nos primeiros 20 dias por parte dos membros e parceiros do G7”, afirmou a nota.
O anúncio foi feito após pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem pela frente as eleições de meio de mandato presidencial, as chamadas midterms.
No pleito de 3 de novembro, estarão em jogo as 435 cadeiras da Câmara federal e 35 dos cem assentos no Senado americano.
Devido à guerra no Irã e ao bloqueio do estratégico Estreito de Ormuz, os preços do petróleo e derivados dispararam nos últimos meses, o que tem preocupado os republicanos para as midterms.
Antes do anúncio do G7, Trump chegou a ameaçar proibir as exportações de diesel americanas para reduzir os preços dentro dos Estados Unidos.
Em post na rede Truth Social, ele comemorou nesta sexta-feira o anúncio do grupo, formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.
“A Europa acaba de concordar em liberar uma grande quantidade de seus volumosos estoques de óleo diesel. O processo começará imediatamente”, escreveu Trump, sem mencionar os integrantes não europeus do G7.
Com a escolta de navios americanos, o volume de petróleo bruto que transita por Ormuz atingiu uma média de 13,5 milhões de barris por dia na última semana de setembro, segundo dados da empresa Kpler, que monitora navios-tanque e fluxos comerciais globais.
Tal patamar igualou a média pré-guerra, porém, o volume de produtos refinados transportados por Ormuz teve uma média de 677 mil barris por dia no mesmo período, enquanto antes do conflito o patamar era de 3,6 milhões por dia, segundo a Kpler.