Há uma década, Max Verstappen escrevia seu nome na história da Fórmula 1 ao vencer o GP da Espanha de 2016. O holandês estava em sua segunda temporada na categoria e a prova de Barcelona marcava sua estreia na Red Bull, substituindo Daniil Kvyat. Com apenas 18 anos, ele garantiu o recorde de vencedor mais jovem da F1.
Desde aquele dia, Verstappen liderou uma das fases de maior sucesso da equipe, conquistando quatro títulos mundiais entre 2021 e 2024. Porém, de acordo com o ex-conselheiro da Red Bull, Helmut Marko, o então chefe de equipe, Christian Horner, não concordou com a decisão de promover o holandês em 2016.
“Kvyat bateu duas vezes naquela corrida (GP da Rússia; anterior ao GP da Espanha). No ano anterior ele teve uma performance decente e às vezes era até mais rápido que o Ricciardo, especialmente na chuva”, disse Marko ao jornal holandês De Telegraaf.
“Mas em 2016 ele não era o mesmo piloto e reclamou dos freios desde o primeiro dia de testes. Era óbvio que precisávamos fazer alguma coisa. O companheiro de equipe do Max, Carlos Sainz, ficou muito decepcionado por não o termos escolhido, mas para nós era uma decisão clara e simples”, continuou.
Porém, apesar da “decisão clara” na opinião de Marko, Horner não apoiou a ideia: “O chefe de equipe, Christian Horner, não concordou em promover Max depois de apenas quatro corridas em 2016, ele foi contra. Da mesma forma, vários rivais e críticos colocaram muita pressão em mim, dizendo que Max ainda era muito novo e era uma decisão arriscada”.
O austríaco concluiu admitindo que ver o bom desempenho do tetracampeão na Espanha “foi um alívio enorme”, para ele e para Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull.
“Mesmo com Kimi [Raikkonen] mais rápido nas retas, ele não ultrapassou Max porque ele [Verstappen] pilotou com muita inteligência e maturidade. Nem mesmo Jos ou o empresário de Max, Raymond Vermeulen, puderam acreditar”, falou.
“Para mim pessoalmente, e também para Dietrich, foi um alívio enorme. As pessoas acharam que éramos malucos, mas pudemos calar a boca de todos os críticos. Foi ótimo para a Red Bull como marca: um rosto novo e uma figura representativa. Mentalmente, Max tinha muito mais do que dezoito anos”, finalizou.
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