O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em sua rede Truth Social que uma operação conjunta entre forças norte-americanas e nigerianas mataram Abu-Bilal al-Minuki, também conhecido como Abu-Mainok, o “número 2” do Estado Islâmico e “o terrorista mais ativo do mundo”, na descrição de Trump. A operação foi confirmada pelo gabinete da presidência da Nigéria. “Ele achou que podia se esconder na África, mas não sabia que temos fontes que nos mantinham informados sobre o que ele estava fazendo”, afirmou o norte-americano, que ainda agradeceu ao governo da Nigéria pela “parceria”.
De acordo com o canal CNN, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que havia meses os Estados Unidos “estavam caçando esse líder do Estado Islâmico na Nigéria, que estava matando cristãos, e nós o matamos, junto com todo o seu entorno”. O governo nigeriano afirmou que a ação ocorreu na bacia do Lago Chade, região fronteiriça entre Nigéria, Chade, Camarões e Níger. O estado nigeriano de Borno, que abrange essa região, é apontado como o local de nascimento de Al-Minuki e é o centro da insurgência de radicais islâmicos na Nigéria. Sequestros de centenas de pessoas e ataques contra cristãos são comuns na região, a ponto de Trump ter considerado uma intensificação da presença militar norte-americana, alegando que o governo local não se empenhava na proteção dos cristãos.
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Jihadistas do Boko Haram sequestram 30 estudantes
Outro grupo terrorista islâmico atuante na Nigéria, o Boko Haram, sequestrou pelo menos 30 estudantes de uma escola de ensino fundamental e médio nesta sexta-feira, no estado de Borno – o mesmo onde ocorreu a operação que matou Al-Minuki. Muhammad Goni, líder de uma força-tarefa de milicianos que ajudam o Exército regular nigeriano a combater os jihadistas, disse à agência EFE que “pelo menos 30 estudantes foram sequestrados pelos invasores, que eram cerca de 50”. O ataque foi confirmado pelo porta-voz da polícia estadual, Nahum Daso, mas ele não afirmou se estudantes haviam sido sequestrados.
O Boko Haram tem sido o principal responsável por mortes e sequestros de cristãos na Nigéria, ao lado de uma dissidência do grupo, chamada Estado Islâmico na Província da África Ocidental. Uma das ações mais célebres dos terroristas islâmicos foi o sequestro de 276 meninas em uma escola da aldeia de Chibok. Citando dados da ONU, a agência EFE afirma que ao menos 91 ainda não retornaram para casa após 12 anos.