O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que coordena as operações militares americanas no Oriente Médio, informou nesta terça-feira (26) que já redirecionou 108 embarcações comerciais durante o bloqueio naval imposto contra o Irã. A operação em vigor atinge navios que entram ou saem de portos iranianos pelo Estreito de Ormuz, a rota estratégica para o petróleo mundial.
O bloqueio começou em abril, por determinação do presidente Donald Trump, e é aplicado contra embarcações de todas as nacionalidades que tentam acessar ou deixar portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
No último sábado (23), o comando militar americano já havia informado que suas forças tinham alcançado a marca de 100 navios desviados durante a operação. Na ocasião, o Centcom disse que mais de 15 mil militares dos EUA participam neste momento da operação.
O almirante Brad Cooper, chefe do Centcom, afirmou que os militares americanos têm executado a missão em curso “com precisão e profissionalismo”. Segundo ele, a operação permitiu “zero comércio” entrando ou saindo dos portos iranianos, o que teria pressionado economicamente Teerã.
Mais de 200 aeronaves e navios de guerra americanos participam da missão, conforme o Centcom. A operação envolve os grupos de ataque dos porta-aviões nucleares Abraham Lincoln e George H.W. Bush, o grupo anfíbio Tripoli, a 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais e vários destróieres lançadores de mísseis guiados.
Enquanto Washington afirma estar sufocando o comércio marítimo do Irã, a Guarda Revolucionária iraniana declarou nesta terça-feira que 25 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas após receberem autorização da Marinha da força. Segundo os iranianos, Teerã realiza um “controle inteligente” da passagem e reagirá com “golpes esmagadores” contra eventuais violações.