EUA cobram US$ 750 para agilizar visto; veja como funciona – 02/07/2026 – Turismo

Viajantes que planejam visitar os Estados Unidos da América a turismo ou a negócios poderão, em breve, evitar a fila do visto e agilizar o processo de entrevista mediante o pagamento de uma taxa de US$ 750 (aproximadamente R$ 4 mil).

Desde o dia 1º de julho, viajantes que solicitarem os vistos do tipo B1 e B2 poderão pagar um valor extra para garantir uma entrevista em até dez dias úteis em embaixadas e consulados americanos selecionados. O programa em teste, válido até 31 de dezembro, permitirá que os solicitantes evitem esperar até o próximo horário disponível, que em alguns casos pode levar mais de um ano.

A iniciativa surge após medidas recentes do governo Trump que dificultam a entrada de alguns estrangeiros no país. Em agosto, o Departamento de Estado anunciou um programa piloto exigindo que visitantes de países com altas taxas de permanência irregular paguem cauções de até US$ 15 mil (cerca de R$ 78 mil) na solicitação do visto. Já em dezembro, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA anunciou planos para examinar o histórico de redes sociais de turistas estrangeiros.

Solicitantes de visto que optarem pela entrevista acelerada ainda estão sujeitos a pagar a taxa de processamento de visto de US$ 185 (cerca de R$ 1.000). A opção terá quantidade limitada e estará disponível apenas em embaixadas ou consulados selecionados, cuja lista não foi incluída no comunicado inicial.

Esse serviço exclusivo não garante que o visto será emitido e não acelera o tempo necessário para processamento administrativo.

O programa não se aplica a visitantes de países que participam do programa de isenção de visto, que inclui a maior parte da Europa, além de Austrália, Chile, Israel, Japão, Qatar, Coreia do Sul e Reino Unido, entre outros países.

Um comunicado anunciando o programa de tramitação acelerada, publicado esta semana no Federal Register, citou um aumento global na demanda por vistos para a Copa do Mundo de 2026 e afirmou que esse é o momento de testar o serviço, antes das Olimpíadas de 2028 em Los Angeles.

Fonte: Folha de São Paulo

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