- Por Célia Souza (jornalista e correspondente do Canal 12 em Fernandópolis)
A frieza dos criminosos virtuais não intimidou os investigadores da DIG Fernandópolis. Eles arregaçaram as mangas para desvendar um crime que chocou a cidade: o golpe do “falso advogado”. O alvo da quadrilha? Uma senhora de 62 anos, moradora de Fernandópolis, que buscava apenas seus direitos em uma ação judicial contra o INSS.
Entre os dias 17 e 21 de março de 2025, a vítima, identificada pelas iniciais D.S.N.S., foi abordada por estelionatários altamente treinados em engenharia social. Usando uma tática suja, os bandidos se passaram por sua advogada, exibindo linguagem jurídica impecável, fotos e até mesmo dados processuais verídicos para ganhar sua confiança. A armadilha era perfeita: a idosa foi induzida a realizar diversas transferências bancárias, acreditando estar finalizando seu caso judicial. O resultado? Um prejuízo devastador de aproximadamente R$ 82 mil!
A Resposta Firme da Polícia Judiciária. No entanto, a impunidade não durou. A DIG Fernandópolis entrou em campo, transformando a indignação em ação. Os investigadores trabalharam incansavelmente para traçar o rastro digital do dinheiro, identificando com precisão as linhas telefônicas, endereços de e-mail e as contas bancárias usadas na fraude. A teia de aranha do crime foi mapeada, levando aos endereços dos suspeitos espalhados por diversas cidades do Estado de São Paulo.
O ápice da investigação veio com a Operação Fake Lawyer. Nove mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos em uma ação coordenada que envolveu 33 policiais civis e 13 viaturas. O objetivo era claro: desmantelar a estrutura da quadrilha e coletar provas irrefutáveis.
Provas e confissões: O xeque-mate. Durante as buscas, a operação da DIG Fernandópolis rendeu a apreensão de diversos aparelhos eletrônicos. Esse material, agora sob perícia técnica, é a chave para não só comprovar o crime contra a moradora de Fernandópolis, mas também para revelar outras infrações penais similares, já que a quadrilha é especializada em golpes virtuais.
E a pressão da DIG Fernandópolis deu resultado. Os alvos dos mandados de busca e apreensão confessaram a prática delitiva! Eles detalharam suas participações no esquema de estelionato eletrônico, confirmando a modalidade do temido “golpe do falso advogado”.
A Polícia Civil de Fernandópolis, por meio do trabalho incisivo de sua Delegacia de Investigações Gerais, demonstra que está mais do que atenta e equipada para combater o crime digital. A mensagem é clara: o anonimato da internet não é um escudo.