Quando falamos em desafios para o Brasil em 2025 e num contexto mais geral, para as próximas décadas, geralmente referimos a assuntos relacionados a economia, agronegócio, balança comercial, exportações, novos mercados, acordos comerciais em diferentes blocos econômicos internacionais, dívida pública, controle/recuperação financeira, déficits, superávit primário, previdência social, reformas políticas e demais temas relacionados com a economia, todos hipoteticamente convergentes ao “crescimento econômico”, além dos problemas históricos crônicos, como a segurança pública, saúde e a educação.
A menção da educação por último nesta lista não é por acaso, mas motivada pelo fato de a educação ficar sempre por último quando se trata de prioridades.
Infelizmente essa é uma realidade que perdura por décadas no Brasil e, mesmo diante de tantos exemplos seculares mundiais de prosperidade das nações, movida, mantida e acelerada pelo desenvolvimento estratégico da educação, nosso país se abstém dos fatos.
A falta de políticas estratégicas sérias, bem estruturadas e de longo prazo denota a falta de uma política de Estado, relegando a este setor um papel coadjuvante no processo de desenvolvimento da nação. O país se contenta em dar uma atenção secundária como se fosse apenas um cumprimento de obrigações sociais/metas em atendimento a constituição brasileira (ou metas internacionais), mas o equívoco nessa abordagem é notório, basta analisarmos o desempenho dos nossos estudantes em exames de avaliação mundial.
Infelizmente, a educação permanece em segundo plano nas prioridades nacionais. Isso é refletido, por exemplo, em resultados como no Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA), onde o Brasil ocupa a 55ª posição em matemática entre 58 países. Esses números são alarmantes e exigem uma abordagem urgente.
Cabe salientar que em vários outros testes internacionais a posição do país ao longo dos últimos anos tem sido muito insatisfatória não somente em matemática, mas em linguagens, redação, conhecimentos gerais e até mesmo na resolução de problemas, o que torna imperativo tratar a situação como uma “questão de segurança nacional”, ou seja, um desafio nacional.
É bem verdade que ainda temos algumas “ilhas de excelência” no ensino básico e no superior, tanto em instituições de ensino públicas como privadas, e também é correto dizer que algumas ações relativamente isoladas ou desconexas têm sido esboçadas desde a década de 1970 mas mesmo assim são insuficientes para permitirem que a nação tenha a necessária alavancagem rumo ao tão sonhado progresso.
A educação é fundamental para o desenvolvimento sustentável do Brasil. É hora de priorizá-la para garantir um futuro próspero. Como cidadãos, devemos buscar soluções e nunca desistir.