Como o Japão se tornou um “covil de espiões” da Rússia

O Japão oferece ajuda financeira, humanitária e militar (com armamento não letal) à Ucrânia desde que o país europeu foi invadido por forças russas, em fevereiro de 2022, e impôs sanções a Moscou que fizeram o comércio bilateral com a nação do ditador Vladimir Putin cair de US$ 20,8 bilhões no ano fiscal de 2021 para apenas US$ 7,6 bilhões em 2025.

Entretanto, uma reportagem publicada este mês pelo jornal americano The New York Times revelou duas realidades que estão constrangendo os japoneses diante da Ucrânia e dos aliados no Ocidente.

O periódico nova-iorquino relatou que o país asiático se transformou em um “covil de espiões” russos, depois que países ocidentais expulsaram centenas deles e estes acabaram reaparecendo no Japão.

Citando como fontes autoridades de inteligência e de governos de países em três continentes, o NYT mencionou como exemplo um oficial veterano da agência de inteligência militar da Rússia, o GRU, que está trabalhando sob uma identidade falsa como funcionário no escritório da companhia aérea estatal russa Aeroflot em Tóquio.