China provavelmente não libertará Jimmy Lai, afirma Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou pessimista quanto à possibilidade de a China libertar o empresário de mídia e ativista pró-democracia Jimmy Lai, preso em 2020 e recentemente condenado a 20 anos de cadeia por ter apoiado os protestos pela democracia em Hong Kong. “Levantei o tema de Jimmy Lai, e diria que a resposta não foi positiva. (…) [Xi Jinping, ditador da China] se estendeu bastante a respeito, e eu lhe disse ‘agradeceria se o colocasse em liberdade. Ele já envelheceu e, provavelmente, não se sente muito bem’. Seria um bom gesto. No entanto, não me senti otimista a esse respeito”, disse Trump à rede americana Fox News, de acordo com informações da agência EFE.

Lai, 78 anos, também é cidadão britânico, sofre de diabetes e, segundo seus filhos, está com a saúde bastante deteriorada após ser colocado em confinamento solitário em uma cela sem ar condicionado, em um local onde as temperaturas superam os 40 graus no verão. “Ele perdeu muito peso e está muito mais fraco que antes. Suas unhas ficam quase roxas, cinzentas e verdes antes de cair, e seus dentes estão apodrecendo”, afirmou Claire, filha do ativista, segundo o jornal britânico The Guardian. Ela agradeceu os esforços de Trump pela libertação do pai. “Ele [Trump] merece sua reputação por libertar os injustamente detidos, e estou confiante que ele e seu governo ainda conseguirão libertar meu pai”, afirmou ela.

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O enclave de Hong Kong foi devolvido pelo Reino Unido à China em um acordo que previa a política de “um país, dois sistemas” até 2047; até lá, o governo chinês respeitaria a autonomia política e econômica de Hong Kong. No entanto, sob Xi Jinping, a China endureceu sua postura, impondo governantes simpáticos a Pequim e forçando a aprovação de leis locais que restringiam as liberdades democráticas. Os protestos de rua iniciados em 2019 foram violentamente reprimidos, jornalistas foram perseguidos e veículos de imprensa independentes foram fechados – incluindo o Apple Daily, de Jimmy Lai.

Pastor protestante tem mais chances de libertação, segundo Trump

De acordo com a agência EFE, Trump afirmou ter mais esperanças quanto à libertação de um outro preso político do regime chinês, o pastor protestante Ezra Jin Mingri, preso há sete meses e cuja esposa e filhos têm passaporte norte-americano e vivem nos Estados Unidos. “Sim, me senti otimista, por outro lado, a respeito do segundo caso que agora está sob consideração, o do pastor”, afirmou o presidente norte-americano Trump sobre Jin. De acordo com a Associated Press, a Zion Church, liderada por Jin, é uma das maiores igrejas clandestinas (ou seja, não registradas junto ao governo) da China, que tem uma política agressiva de sinicização das religiões, na qual o governo chinês, oficialmente comunista e ateu, impõe regras de adaptação que as igrejas são obrigadas a seguir para operar sem maiores restrições no país.

Fonte: Gazeta do Povo

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