Chefes militares de EUA e Cuba se reúnem em Guantánamo

O chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, Francis Donovan, se encontrou nesta sexta-feira (29) com o chefe do Estado-Maior Geral do regime de Cuba, Roberto Legrá Sotolongo, no perímetro da estação naval americana da Baía de Guantánamo. A reunião ocorreu em meio ao aumento da tensão entre Washington e Havana, após ameaças do governo do presidente Donald Trump contra o regime comunista que controla a ilha.

Segundo comunicado do Comando Sul dos Estados Unidos, os dois generais tiveram um “breve intercâmbio sobre assuntos de segurança operacional”. A conversa incluiu temas ligados à segurança dos militares, de suas famílias e à preparação operacional da base de Guantánamo.

De acordo com o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, o encontro ocorreu “por acordo de ambas as partes”. O órgão cubano afirmou que as delegações avaliaram positivamente a reunião e discutiram medidas de segurança na área que separa o território controlado por Cuba da base naval americana de Guantánamo.

O ministério cubano também informou que os dois comandos concordaram em manter canais de comunicação entre as Forças Armadas dos dois países para tratar de questões de segurança envolvendo a região da base naval de Guantánamo, território controlado pelos Estados Unidos dentro da ilha de Cuba.

Em nota, o Comando Sul afirmou que a estação naval da Baía de Guantánamo é um centro operacional e logístico “vital” para os esforços militares americanos voltados a enfrentar ameaças à segurança, à estabilidade e à democracia no hemisfério. Donovan também fez uma avaliação da segurança do perímetro da base.

O encontro ocorreu em um momento de forte deterioração das relações entre os dois países. Os Estados Unidos aumentaram nas últimas semanas a pressão sobre Cuba para que o regime de Havana adote reformas econômicas e políticas.

A tensão cresceu ainda mais depois que o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações criminais contra o ex-ditador cubano Raúl Castro por conspiração e homicídio no caso da derrubada de dois aviões de uma organização do exílio cubano em 1996.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, chegou a chamar Raúl Castro de “foragido” da Justiça dos Estados Unidos, embora não tenha anunciado planos para capturá-lo ou prendê-lo. O governo Trump também já ameaçou tomar o controle de Cuba.

Fonte: Gazeta do Povo

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