O segundo semestre de 2026 está próximo e, com ele, chegam também muitos lançamentos de diversas marcas no país. Quase todos os gostos serão atendidos, com picapes, SUVs e até hatch, desde modelos de entrada até modelos premium.
É o caso, por exemplo, da nova geração do Fiat Argo – ou seja lá qual nome a marca decidir utilizar por aqui – e que é baseada no Grande Panda europeu. Há ainda modelos inéditos, como a picape BYD Mako, que será a primeira aventura da marca chinesa em um produto pensado para o Brasil. Abaixo, reunimos em ordem alfabética os modelos já vistos em testes ou confirmados para serem lançados ou para fazerem sua primeira aparição pública esse ano.
Veja de forma resumida o que está por vir ao Brasil ainda neste ano
- BYD Mako
- BYD Song Pro reestilizado
- Chevrolet Onix Activ
- Sucessor do Fiat Argo
- GWM Ora 5
- Hyundai i20
- Jaecoo 5 HEV
- Jeep Avenger
- Volkswagen Tukan
BYD Mako
Apresentada pela primeira vez durante o Agrishow 2026 – ainda como um conceito -, a Mako (espécie de tubarão) seguirá a escola da Shark, mantendo as referências aos animais marinhos. Ela deverá ser uma das primeiras a surgir neste ano, tendo como base a plataforma do SUV Song Pro, inclusive na motorização híbrida do tipo plug-in.
Pelo que já vimos durante a feira, seu porte estará entre a Montana, de 4,72 metros, e a Toro, de 4,95 metros, mas longe de ser a maior do segmento. A nova picape faz parte de uma linha de modelos pensados especificamente para o mercado brasileiro e países vizinhos da América Latina que chegará ao país nos próximos anos. Até o momento, tudo indica que a picape será revelada de fato em setembro.
BYD Song Pro reestilizado
Por falar no SUV médio, sua versão reestilizada enfim chegará ao mercado em junho. Confirmada durante o Salão de Pequim, a ideia é que o Song Pro já chegue em processo mais avançado de produção do que o modelo atual, feito em CKD, utilizando solda e pintura já feitos em Camaçari (BA).
Visualmente, o novo Song Pro muda pouco. A dianteira recebeu um novo para-choque com apêndices laterais que reforçam a sensação de largura e melhoram a aerodinâmica. A grade prateada segue o padrão recente da marca, com desenho que remete ao BYD Yuan Plus e o conhecido “bigode do dragão”. De perfil e na traseira, as alterações são mínimas.
A principal novidade, é claro, deve ficar mesmo para o motor híbrido plug-in flex, que também estará presente na picape Mako. Hoje, o SUV tem motor 1.5 aspirado com 98 cv e 12,4 kgfm (com gasolina). Já no lado elétrico, a versão GL traz 223 cv e 40,8 kgfm combinados, enquanto o GS possui 235 cv e 43 kgfm. A bateria pode ser de 12,9 kWh ou de 18,3 kWh.

Foto de: Chevrolet
Chevrolet Onix Activ
Além do Sonic, a Chevrolet pretende atacar entre os aventureiros com o Onix Activ. Assim como na primeira geração, o modelo trará leves alterações e maior altura do solo, aos mesmos moldes de Fiat Mobi e Argo Trekking, com pequenos ajustes de suspensão e rack de teto.
Ao menos por enquanto, a Chevrolet só divulgou dois esboços do modelo – um de frente e um da dianteira – e não há sinais de que ele contará com molduras nas caixas de roda, comum a modelos deste tipo. Seu posicionamento deverá ser abaixo do Sonic, que chegou ao mercado partindo de R$ 129.990.
Fiat Argo (Panda)
Para comemorar seus cinquenta anos de Brasil, a Fiat prepara a chegada de um novo hatch compacto que pode – ou não – se chamar Argo. O CEO global da marca chegou a mencioná-lo como o modelo já vendido por aqui desde 2017.
O que já se sabe é que ele será uma versão nacional do Grande Panda oferecido no Velho Continente desde 2024. Com isso, ele utilizará a base CMP, mesma do novo Jeep Avenger. Já nas dimensões, ele ficará próximo ao Citroën C3, inclusive seguindo a ideia de visual mais quadradinho e maior altura do solo.
Como a ideia é que ele seja um carro de volume, espere pela manutenção do 1.0 Firefly aspirado de até 75 cv e 10,7 kgfm, bem como o 1.0 T200 híbrido leve de Pulse e Fastback, de até 130 cv e 20,4 kgfm.
GWM Ora 5
Quebrando a sequência de hatchs, a GWM apostará em um novo SUV menor do que o Haval H6 no mercado brasileiro. Inicialmente, será ofertado como elétrico, tal qual seu hatch, o Ora 03. Contudo, a ideia é testar o mercado para versões híbridas e até turbo flex no futuro, com fabricação no Espírito Santo.
O visual, como já se sabe, seguirá a identidade mais arredondada e alegre do seu irmão menor. Dele, mantém a iluminação traseira dentro do vidro da tampa da mala, além dos faróis redondos na dianteira. O que os diferenciará será principalmente a maior altura do solo e os racks de teto.
A GWM ainda não revelou a especificação brasileira do SUV, mas na China e em outros países asiáticos a versão totalmente elétrica conta sempre com motor dianteiro, de 150 KW (204 cv) e baterias de 45,3 kWh ou 58,3 kWh.
Hyundai I20
Se os hatches vêm perdendo espaço no mundo todo, por que não deixá-los com a aparência da moda? Será esse o caso do i20. Ele terá posicionamento levemente acima do atual HB20, sendo ofertado como um crossover pela Hyundai. Na prática, no entanto, estamos diante do sucessor do finado HB20X.
Tal como o aventureiro vendido até o início da década, a Hyundai apostará em molduras pretas nas caixas de roda, além de altura levemente maior. Ao menos ele não usará faróis divididos, optando por peças tradicionais e bem diferentes do HB20 e i20 atuais. Na traseira, as lanternas estarão interligadas.
Sua aparição acontecerá globalmente e o mesmo é esperado para o início das vendas. Segundo o Jornal do Carro, aproveitando o patrocínio da Hyundai na Copa do Mundo, o novo i20 será apresentado durante o evento com alcance gigantesco de mídia. Ao mesmo tempo, a produção em Piracicaba (SP) iniciará ainda este ano ao lado do HB20 e Creta, decretando o fim do HB20S. Fica a dúvida sobre a motorização, que pode ser só a 1.0 turbo TGDI de HB20 e Creta.
Jaecoo 5 HEV
Irmão menor do Jaecoo 7 – e parente da família Tiggo – o novo SUV da Omoda & Jaecoo chega em julho. A expectativa é que o SUV seja oferecido inicialmente em duas versões, com preço estimado a partir de R$ 150 mil, podendo chegar à faixa de R$ 160 mil, posicionando-se um pouco abaixo do Omoda 5, mas mantendo a propulsão híbrida plena (HEV).
O Jaecoo 5 deve adotar o mesmo conjunto híbrido utilizado pelo Omoda 5 HEV. Trata-se de um sistema que combina motor 1.5 turbo a gasolina com um propulsor elétrico. No início, deve rodar apenas com gasolina, mas um sistema flex já está nos planos.
A potência combinada é de 224 cv, com 30 kgfm de torque. O motor a combustão entrega 135 cv e 20,4 kgfm, enquanto o elétrico responde por 203 cv, trabalhando de forma conjunta para priorizar eficiência e desempenho.
Jeep Avenger
Revelado primeiro por aqui, o Avenger de cara nova estreará no Brasil ainda neste ano. Agora com visual mais próximo aos novos Jeep, como o Compass de terceira geração, ele inaugurará por aqui a grade com sete fendas iluminadas, bem como o interior atualizado, com maior mix de texturas para se aproximar do que os consumidores esperam de modelos da marca norte-americana por aqui.
O novo Jeep Avenger será o primeiro carro nacional da marca feito em Porto Real (RJ), fábrica que abriga os produtos da Citroën atualmente. A planta fluminense foi escolhida pois tanto o Jeep quanto os Citroën usam uma base compartilhada, a CMP. Na motorização, repetirá o 1.0 T200 híbrido-leve já usado na Fiat e na Peugeot.
Volkswagen Tukan
Por fim, mas não menos importante, teremos a primeira aparição da picape sucessora da Saveiro. Tal como ocorrerá com o i20, a Volkswagen aproveitará a Copa do Mundo para revelar mais detalhes da Tukan. Até onde se sabe, a novidade será exibida ainda em 2026, mas as vendas devem começar oficialmente apenas em 2027.
Com foco na Fiat Toro, a picape deverá apostar em volume e preço para se destacar. Com isso, alguns elementos da nova VW Tukan serão compartilhados com o Tera, o que é esperado para que ela tenha um valor mais baixo para substituir a Saveiro, mas há faróis e lanternas em LEDs e um rack de teto integrado ao santantônio, formando uma só peça.
A picape Tukan será produzida em São José dos Pinhais (PR) e estreará um novo conjunto MHEV, com motor 1.5 turbo e um sistema híbrido-leve ao menos nas versões mais caras. As demais podem receber até cabine simples e motor 1.6 aspirado para reduzir custos, mas espere inclusive o 1.0 turbo, dependendo da configuração.