
O governo da Bolívia informou neste domingo (20) que autoridades policiais prenderam nove pessoas sob suspeita de participação em quatro homicídios registrados na cidade de San Ignacio de Velasco, perto da fronteira com o Brasil (com o Mato Grosso).
Destas, oito são brasileiros que seriam vinculados aos grupos criminosos Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), relatou o governo boliviano, segundo informações do jornal El Deber.
Sete dos suspeitos foram presos em San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz. “Todos fazem parte da organização criminosa Comando Vermelho. Lamentavelmente, essas pessoas entram [na Bolívia] por locais não autorizados, aproveitando a extensão da fronteira, para realizar atividades criminosas”, informou o comandante-geral da polícia boliviana, Adrián Álvarez.
A polícia relatou que esses detidos possuem antecedentes por crimes como tráfico de drogas e homicídio.
Em Santa Cruz de la Sierra, capital de Santa Cruz, outras duas pessoas foram apresentadas na sexta-feira (18); uma delas é ligada ao PCC, informou o governo boliviano.
“[Essas prisões foram] fruto do trabalho intenso entre todas as unidades especializadas de investigação e inteligência, agora mostramos resultados objetivos no compromisso de tolerância zero com essas organizações criminosas”, disse Álvarez.
Essas prisões ocorreram no âmbito do Plano Fronteira Segura, criado pelos ministérios da Defesa e de Governo diante da alta da violência relacionada à disputa por rotas do narcotráfico na região de fronteira.
Na semana passada, o ministro de Governo da gestão do presidente Rodrigo Paz, Marco Antonio Oviedo, disse que o PCC e o CV estão controlando rotas e regiões na fronteira com o Brasil, inclusive cobrando “pedágios”, e recrutando cidadãos bolivianos para ingressar nas suas fileiras.
O alerta foi feito durante discurso na Assembleia Legislativa da Bolívia na quarta-feira (16), no qual Oviedo apresentou justificativas para a prorrogação do estado de emergência no país, aprovada pelos parlamentares por mais 90 dias.