Barriga de aluguel que rejeitou aborto tem vitória judicial nos EUA

McKenna West, uma mulher que oferece serviços de barriga de aluguel, recebeu uma primeira vitória em uma batalha judicial nos EUA por recusar um aborto após a descoberta de que o bebê teria uma doença cardíaca grave, que poderia ser tratada após o nascimento.

A autora da ação tinha previsão de dar à luz em 2 de setembro, mas o bebê acabou nascendo semanas antes, nesta quarta-feira (12), segundo informou seu advogado, Lincoln Wilson, ao The Dallas Morning News. O recém-nascido, cujo nome é Gabriel, agora receberá o tratamento adequado para sua cardiopatia congênita, que pode salvar sua vida, acrescentou o defensor.

O caso na Justiça americana teve início em abril com a descoberta da síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo (SHVE), quando o feto tinha 20 semanas de desenvolvimento.

Após o diagnóstico, o casal da Califórnia que contratou os serviços de West pediu que ela realizasse um aborto. O contrato de barriga de aluguel continha uma cláusula que mencionava a interrupção forçada da gravidez caso houvesse alguma “anomalia” com o bebê.