
Um asteroide com várias centenas de metros de diâmetro passará perto da Terra no próximo sábado (27), segundo anunciou nesta quarta-feira (24) a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla original).
O objeto, descoberto em 1997 e designado (152637) 1997 NC1, será visível com pequenos telescópios e até mesmo binóculos de alta potência, disse o departamento de Defesa Planetária da ESA.
De acordo com seus cálculos, o corpo rochoso estará a cerca de 2,56 milhões de quilômetros do planeta, aproximadamente 6,6 vezes a distância entre a Terra e a Lua, o que elimina chances de impacto com o planeta.
Especialistas da ESA estimam seu tamanho entre 750 e 1.650 metros, dependendo de seu albedo, ou seja, com base na quantidade de luz que ele reflete, embora outras avaliações sugiram dimensões ligeiramente menores.
A Agência Espacial Europeia confirmou que a probabilidade de impacto é zero e que se trata de uma passagem segura, parte das aproximações periódicas de objetos deste tipo.
O fenômeno será visível da Terra com pequenos telescópios ou mesmo binóculos de longo alcance, especialmente em regiões com céu limpo, embora o brilho da Lua possa dificultar a sua observação no momento da maior aproximação.
Juan Luis Cano, do Gabinete de Defesa Planetária da ESA, afirmou que “uma aproximação à Terra de um objeto deste tamanho ocorre apenas a cada poucos anos, embora nesta ocasião a Lua, brilhante e próxima, possa interferir na sua observação no momento da maior aproximação”.
De onde e em qual horário o asteroide poderá ser visto da Terra?
A maior aproximação do asteroide da Terra está prevista para acontecer às 8h14 (de Brasília), deslocando-se a uma velocidade de 8,9 km/s.
O objeto espacial será visível principalmente no Hemisfério Norte durante sua aproximação e poderá ser observado de várias regiões do mundo à noite, se o tempo permitir.
Impactos de asteroides desse tamanho são extremamente raros, mas rochas pequenas e médias são muito mais comuns no sistema solar — e ainda podem causar danos sérios —, de acordo com dados do site da ESA.
Esses asteroides, acrescenta o site, às vezes atingem a superfície da Terra, mas mesmo aqueles que se desintegram na atmosfera podem gerar explosões aéreas, com ondas de choque capazes de quebrar janelas, danificar prédios e ferir pessoas.