A Copa termina, fica a praga das TVs no boteco – 16/07/2026 – Cozinha Bruta

Fosse ditador do país, eu proibiria TV ligada em bares e restaurantes. Como não sou, sujeito-me com demasiada frequência à gritaria do Craque Neto e seus genéricos enquanto engulo um feijão mequetrefe ou uma cerveja. Ficou difícil encontrar um boteco sem TV. Culpe a Copa do Mundo —não apenas esta, mas as quatro ou cinco edições mais recentes.

Desde que televisão virou um negócio fino, leve e relativamente barato, os bares competem para ter mais e maiores aparelhos. Como a tecnologia evolui bastante em quatro anos, a cada mundial temos TVs mais gigantes.

Eu também gosto de ver a Copa no boteco, o problema é que as TVs não desaparecem por mágica quando a Copa termina. Para fazer valer o investimento, essas máquinas de baixo consumo energético permanecem ligadas durante todo o expediente.

Até 2030, nos forçarão a ver no boteco as séries B, C e D do Brasileirão; os estaduais Capixabão, Potiguarzão e Amapaensão; disputas internacionais como o Sauditão e quem sabe até o Chinesão.

Sucede que nem sempre haverá futebol. Então dá-lhe reprise de novela dos anos 1990, tome a coleção dos hits sertanejos de 2014, aguente panorâmicas de drone do Brasil sem porteira.

Por agora, ainda temos um último jogo da Copa. Vamos então com um tira-gosto para acompanhar a final em casa —não na TV de 576 polegadas do botequim.

Escolhi um petisco espanhol não porque vá torcer para a Espanha (vou), mas porque fiz a receita antes de a Argentina ensacar os ocupantes das ilhas Malvinas. As patatas bravas são batatas fritas com molho picante, algo maroto para vender mais cerveja.

A receita do molho varia. Optei por uma vegana, pois de carnívoros bastam os argentinos. Nesta versão, cor e calor vêm da páprica: se der, use o pimentón defumado espanhol. Rende 4 a 6 porções.

Patatas bravas

Rendimento

4 a 6 porções

Dificuldade

Média

Tempo de preparo

Cerca de 60 minutos

Ingredientes

  • 1 kg de batata
  • 1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 2 dentes de alho
  • 1 cebola
  • 1 colher (sopa) de farinha
  • 2 colheres (sopa) de páprica
  • 2 colheres (sopa) de vinagre
  • Óleo vegetal
  • Sal a gosto

Preparo

  • Ferva a batata com casca e em cubos por 3 minutos em água com bicarbonato. Escorra e deixe esfriar. Enquanto isso, faça o molho.
  • Aqueça o azeite em fogo baixo e refogue o alho, depois a cebola.
  • Quando quase toda a água evaporar, adicione páprica defumada, doce e picante e mexa. Junte a farinha e misture por 2 minutos.
  • Junte o vinagre, depois água até parecer um molho de tomate ralo. Cozinhe por 5 minutos e desligue.
  • Numa panela, aqueça óleo o bastante para cobrir a batata. Frite em bateladas, reservando cada uma delas em lugar aquecido.
  • Processe e peneire o molho. Tempere a batata com sal e o molho.


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Fonte: Folha de São Paulo

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